Rússia amplia drasticamente seus estoques de mísseis

Ministério da Defesa da Rússia/TASS
Após operação militar na Síria, país continua a encomendar mísseis de alta precisão.

Durante os últimos seis anos, a Rússia ampliou seu estoque de mísseis de alta precisão em 30 vezes, segundo o jornal do ministério da Defesa russo, “Krásnaia Zvezdá”. Os militares, porém, recusam-se a fornecer informações precisas sobre o número de mísseis em posse do exército russo.

Segundo especialistas militares, as Forças Armadas russas receberam diversos complexos táticos terrestres Iskander-M, que são agora a principal arma de defesa do país.

O complexo pode lançar mísseis balísticos e de cruzeiro, inclusive com ogivas nucleares, a uma distância de até 500 quilômetros.

Segundo o analista militar do jornal Izvéstia, Dmítri Safonov, nos próximos 10 anos a pasta da Defesa pretende continuar a injetar capital na modernização dos Iskander-M, sobretudo na criação de um novo sistema de controle de incêndios.

“Hoje, todos os países estão desenvolvendo novos meios de guerra eletrônica para desligar mísseis ou alterar suas trajetórias de voo. Assim, os especialistas devem, primeiramente, melhorar a proteção dos mísseis contra novos sistemas de guerra eletrônica”, diz Safonov.

Mas, segundo o coronel-general da Força Estratégica de Mísseis da Rússia, Víktor Êssin, é muito difícil interceptar mísseis lançados pelos complexos Iskander-M.

"Não podemos, obviamente, afirmar que é impossível derrubar os mísseis lançados pelos Iskander-M, mas a eficácia dos sistemas de defesa antiaérea estrangeiros, como, por exemplo, os Patriot, dos Estados Unidos, é muito baixa", disse o coronel-general.

Outros complexos de mísseis

Complexo Iskander M.

Além dos novos Iskander-M, as Forças Armadas russas continuam a receber novos sistemas de mísseis marítimos Kalibr, instalados nos navios de guerra e submarinos russos.

O alcance dos Kalibr varia entre 300 e 2.600 quilômetros, e seu poder explosivo é comparável com o de armas nucleares. Assim, estes mísseis de alta precisão podem destruir alvos enormes sem subsequente contaminação radioativa, o que permite a entrada no local da explosão logo após o ataque.

Por que a Rússia precisa de tantos mísseis novos?

 Corveta Grad Sviajsk lança míssil Kalibr.

Segundo especialistas militares, o drástico aumento do estoque de mísseis russo não significa que o país esteja se preparando para uma guerra.

“Após o colapso da União Soviética, em 1991, o país passou por uma série de crises econômicas e os gastos militares foram cortados significativamente. Apenas no final dos anos 2000, quando os preços do petróleo saltaram para US$ 120 por barril, foi que o governo conseguiu destinar dinheiro para a modernização do exército”, explica o analista militar da Tass, Víktor Litôvkin.

“Assim, o aumento radical do estoque de mísseis não é de surpreender. O país está recuperando o tempo perdido consertando seus buracos na defesa”, completa.

 

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