‘Vale do Silício russo’, Skôlkovo criará modelos humanos tridimensionais

Alamy/Legion Media
Nova tecnologia poderá ser usada para identificação por imagens, criação de próteses ou até mesmo para clientes de lojas on-line experimentarem roupas sem sair de casa.


A empresa Texel, residente do centro de inovações russo Skolkovo, criou um dispositivo para realizar digitalizações humanas em cores.


O dispositivo, que não tem análogos no mundo, permite criar modelos 3D de pessoas que podem ser usados com diferentes fins: desde experimentar roupas sem sair da casa até a identificação de pessoas por imagens.

O porta-voz da Texel, que se especializou na criação de modelos humanos tridimensionais, disse ao jornal russo Izvêstia que o novo dispositivo permitirá a criação de cópias precisas do corpo humano em questão de minutos.

Os modelos poderão ser utilizados, por exemplo, em lojas de roupas on-line, ajudando os clientes a escolherem cores e combinações de roupas que caiam bem em sua forma.

O jornal Izvêstia descreve o novo scanner 3D da Texel como um quadro rotativo de dois metros de altura com sensores e software que permitem criar avatares humanos em 90 segundos.

Para o gerente do projeto, Maksim Fedukov, a tecnologia poderá mudar até mesmo a fabricação de roupas em massa, que será substituída por modelos sob medida com a ajuda de avatares virtuais dos clientes.

O especialista em vestuário e professor da Escola de Design e Moda russa, Andrêi Golub, confirma a tendência. "Graças às novas tecnologias e à modelagem 3D, os fabricantes de roupas receberão acesso às medidas exatas de cada cliente", disse ao jornal Izvêstia.

“As plataformas de nuvem e inteligência artificial já estão ajudando a analisar as preferências pessoais dos clientes, e o próximo passo será a completa individualização da indústria”, disse ele.

A Texel já acumulou os dados de mais de 60 mil modelos tridimensionais de cidadãos de diversos países. No futuro, segundo Fedukov, a análise dessas informações permitirá criar os avatares 3D sem o scanner: será suficiente apenas tirar uma foto do cliente.

Além disso, a nova tecnologia poderá também ser usada em cirurgias, para criar próteses e ajudará na identificação de pessoas por meio de imagens.

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