Brasil desinfetará cosméticos usando tecnologias russas

A tecnologia permite esterilizar grandes volumes de produtos médicos, o que pode aumentar o potencial de exportação das empresas brasileiras.

A tecnologia permite esterilizar grandes volumes de produtos médicos, o que pode aumentar o potencial de exportação das empresas brasileiras.

Kommersant
Novo centro de irradiação no país permitirá esterilizar produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos de saúde utilizando tecnologias baseadas no uso de aceleradores de elétrons e raios-X.

Na última terça-feira (15), a empresa Rusatom Healthcare, parte do consórcio estatal russo Rosatom e responsável pelo desenvolvimento de medicina nuclear e tecnologias de processamento de radiação, assinou um acordo com a brasileira CK3 para a construção de um centro de irradiação no Brasil.

O local ainda não foi definido e o investimento não foi revelado.

Segundo o acordo, as empresas criarão uma joint venture que utilizará tecnologias russas baseadas em aceleradores de elétrons e raios-X para esterilizar produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos de saúde no Brasil.

"A nova joint venture representa uma alternativa atraente para o mercado brasileiro porque permite diminuir o impacto sobre o meio ambiente. Ao contrário de outros métodos de esterilização, aceleradores de elétrons e raios-X não criam resíduos tóxicos", disse à agência Ria Nóvostio diretor-geral da CK3, Rafael Guiguer. 

"Vemos o grande potencial do mercado brasileiro de esterilização por radiação. O uso de tecnologias de radiação na produção de produtos de saúde no Brasil permite melhorar significativamente a segurança e a qualidade dos produtos e serviços”, disse o diretor da Rusatom Healthcare, Denís Tchernitchenko.

“A tecnologia permite esterilizar grandes volumes de produtos médicos, o que pode aumentar o potencial de exportação das empresas brasileiras envolvidas na produção de produtos de saúde”, completou Tchernitchenko.

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