Rússia testará novas armas eletromagnéticas na Síria

Vitaliy Timkiv/Sputnik
País afirma que novos fuzis portáteis ‘Taran’, ‘Sapsan’ e ‘Pischal’ incrementarão a defesa antiaérea da base militar russa na Síria e serão usados contra drones do Estado Islâmico.

A empresa russa “Automatica” apresentou uma série de novas armas eletromagnéticas que serão enviadas para base militar russa na Síria junto com fuzis Kalashnikov.

Segundo o fabricante, os três novos fuzis podem desligar e destruir veículos aéreos não tripulados (VANT).

Armas eletromagnéticas portáteis


O fuzil de menor porte se chama "Pischal". É um rifle eletromagnético projetado para interromper os sinais de WiFi e GPS usados pelos drones. Ele pode desligar os VANTs a uma distância de até 500 metros.

O campo eletromagnético do fuzil não afeta o atirador, já que a radiação lateral é mínima e atende aos padrões médicos.

Quase todas as caraterísticas técnicas do fuzil são mantidas em segredo e serão reveladas durante a exposição militar “Army-2018”, que será realizada na região de Moscou neste ano.

Segundo especialistas militares, o "Pishchal" é análogo ao novo rifle eletromagnético do consórcio  Kalashnikov “REX-1”.

“O ‘REX-1’ permite mudar o barril e instalar outro componente necessário em poucos segundos", explica o diretor do departamento de projetos especiais do Zala Aero Group, empresa que desenvolve esses tipos de armamento, Nikita Jamítov.

Assim, o usuário economiza a bateria. O fuzil pode funcionar continuamente por quatro horas. Em seguida, pode ser recarregado durante outras quatro horas em uma tomada de 220 volts.

O efeito do “Pischal” sobre os drones pode ser diferente: dependendo do modelo, os drones podem retornar à base, pousar ou cair.

Irmãos maiores

Os dois modelos de maiores proporções das novas armas eletromagnéticas portáteis receberam os nomes “Taran” e “Sapsan”.

O “Sapsan”, é a arma mais poderosa das três, projetada para combater todos os tipos de VANTs, desde veículos de reconhecimento até drones equipados com bombas não guiadas.

O  “Sapsan” pode de detectar e desligar os VANTs por meio de múltiplos canais: espectros de infravermelho, rádio, vídeo e de radar a uma distância de até 100 km. Se os drones portarem armas e o espectro eletromagnético não funcionar contra eles, o "Sapsan" envia as coordenadas para sistemas de defesa anti-aérea que pode destrui-los.

A arma eletromagnética média “Taran” é especialmente eficaz contra um ataque maciço de drones. Após detectar diversos drones, o “Taran” cria um campo eletromagnético insuperável em torno de 900 metros que não afeta as pessoas e a comunicação de rádio.

"O objetivo principal dessas armas é detectar e destruir alvos aéreos pequenos que não podem ser detectados pelos radares e e sistemas de defesa antiaérea maiores, como o S-400 e Pantsir-S1", explica Dmitri Safonov, analista militar do jornal Izvêstia.

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