Três armas soviéticas que mudaram o rumo da Segunda Guerra Mundial

Katiucha, tanque T-34 e “tanque voador" Ilyushin Il-2 foram imprescindíveis à vitória.

“Katiucha”, o icônico lançador de foguetes soviético múltiplo

Uma salva de artilharia  na 1° Frente Ucraniana.

Existem diversas teorias sobre o motivo pelo qual o lançador de foguetes soviético BM-13 foi apelidado de "Katiucha", diminutivo do nome feminino russo “Katia”.

Segundo uma das teorias, o som criado quando a arma dispara múltiplas mísseis é semelhante à melodia soviética de mesmo nome, “Katiucha”.

Este lançador de foguetes foi amplamente utilizado pela União Soviética na linha de frente do Leste durante a Segunda Guerra Mundial.

Historiadores militares afirmam que a era da artilharia de foguetes soviética começou em 16 de julho de 1941, quando as unidades de baterias de BM-13-16 (Katiucha), sob o comando do capitão Ivan Flerov, destruíram o entroncamento ferroviário de Orsha junto a trens alemães, tropas e equipamentos.

O “Katiucha” era muito eficaz contra as tropas de infantaria, mas não era bom contra tanques e veículos blindados - os foguetes estavam repletos de explosivos, mas não podiam penetrar a blindagem.

Tanque T-34

Vista da rua Lênin, em Sevastópol, no dia de sua libertação.

Por sucessivas gerações, o T-34 se tornou um ícone da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. 

O tanque evoluiu a partir do modelo leve BT soviético (“Bistrokhodni tank”, tanque de alta velocidade em russo) da década de 1930, que era, por sua vez, derivado do tanque americano M1931 Christie.

 

Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o projetista soviético Mikhail Kochkin trabalhou intensamente no T-34, combinando armadura robusta e poder de fogo pesado, e, paralelamente, preservando o desempenho na estrada e facilidade de produção e manutenção.

O lote inaugural desses tanques deveria ser revisado por Iossef Stálin em Moscou, no dia 17 de março de 1940, depois de percorrer 2.000 quilômetros rumo à capital.

Era uma decisão arriscada a de Kochkin, de conduzir os tanques por áreas públicas, já que a polícia secreta NKVD poderia achar que a ação revelava segredos de Estado.

Mas os tanques chegaram dentro do prazo e sem nenhum incidente grave - os veículos foram levados por uma rota secreta por florestas, campos e terrenos acidentados. Impressionado com o que viu, Stálin carinhosamente apelidou o tanque de "andorinha", dando início ao seu ciclo de vida.

Por mais de cinco décadas, essa máquina de guerra serviu no Egito, em Cuba, em Angola e em outros países. Hoje, o T-34 ainda pode ser encontrado nos arsenais de Vietnã, Guiné, Guiné-Bissau, Iêmen, Coreia do Norte, República do Congo, Cuba, Laos, Mali e Namíbia. 

"Tanque voador" Ilyushin  Il-2

Ilyushin IL-2 sobrevoa Berlim em 1945.

A frota de aviões do Exército Vermelho era extremamente heterogênea. Nela havia tanto aviões obsoletos, como novos, como o Iliúchin Il-2, apelidado de "tanque voador".

A partir da década de 1920, chefes militares do mundo inteiro buscavam uma aeronave que pudesse fornecer apoio direto às tropas no campo de batalha.

Mas os projetistas que competiam para criar esse veículo eram prejudicados pelo peso do “tanque voador”, sua baixa velocidade no ar e proteção frágil. O Ilyushin Il-2 foi, assim, a resposta para todos esses desafios.

O Il-2 foi projetado para que o motor, o sistema de refrigeração, os tanques de combustível e a tripulação fossem todos alojados dentro da fuselagem. Eventualmente, o peso de decolagem da aeronave, quando carregada, era de quase cinco toneladas.

Em suas memórias, piloto do IL-2 e herói da União Soviética Valentín Averianov escreveu que "apesar de a armadura não oferecer proteção contra armas e canhões antiaéreos de 20 mm, ela conseguiu defender os pilotos contra muitos tipos de munições".

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