Rússia e EUA assinam acordo para construir estação espacial na órbita da Lua

Posicionamento de estação lunar ainda não foi definido

Posicionamento de estação lunar ainda não foi definido

NASA
Países do Brics receberam permissão para participar do projeto.

As agências espaciais da Rússia (Roscosmos) e dos EUA (Nasa) concordaram em unir esforços conjuntos para criar uma estação lunar chamada Deep Space Gateway (DSG, na sigla em inglês; “porta de entrada para o espaço profundo”, em tradução livre). A informação foi divulgada pelo presidente-executivo da Roscosmos, Igor Komarov, durante o Congresso Internacional de Astronáutica na Austrália.

“Na primeira fase, criaremos o componente orbital para, eventualmente, usar tecnologias (já testadas) na superfície da Lua e, em longo prazo, na de Marte. Os primeiros módulos devem ser lançados entre 2024 e 2026”, disse Komarov.

Por enquanto, os países apenas realizaram uma discussão preliminar sobre suas prováveis ​​contribuições. “Nós podemos fornecer de um a três módulos, e os padrões para um mecanismo unificado de acoplamento para todas as naves que se aproximarem da estação. Além disso, a Rússia se prontifica a usar seu futuro foguete espacial superpesado, atualmente em fase de desenvolvimento, para levar peças e componentes para a órbita da Lua”, acrescentou Komarov.

O diretor de programas tripulados da Roscosmos, Serguêi Krikaliov, afirma que o país também poderia fornecer um módulo residencial para uma futura estação.

“Até agora, assinamos uma declaração conjunta sobre a intenção de trabalhar em um projeto de estação espacial lunar e para eventualmente trabalharmos em missões nas superfícies da Lua e de Marte”, disse Komarov.

A participação de países-membros do Brics no projeto também foi aprovada.

“Nossa iniciativa levou em consideração a expansão do número de países que poderiam participar da discussão desse projeto. Foi decidido que (...) os países do Brics estariam envolvidos no trabalho conjunto da estação lunar”, continuou. 

Próximos passos

As primeiras notícias sobre os planos de criação de uma estação lunar surgiram em meados de 2016. A agência de notícias TASS citou documentos da empresa russa de foguetes espaciais Energia afirmando que havia em andamento uma pesquisa conjunta com a norte-americana Boeing para o desenvolvimento de infraestruturas lunares.

Duas opções de estação lunar teriam sido então propostas – uma com dois módulos habitáveis ​​menores, e outra com um único módulo maior. Ambos os conceitos implicam a presença de até quatro astronautas por vez a bordo da estação. As missões devem durar de 30 dias a 360 dias, e é previsto um voo por ano para a estação.

De acordo com informações preliminares da Energia, a plataforma orbital lunar poderia começar a ser criada já no final de 2022, e a primeira equipe seria enviada ao espaço no primeiro semestre de 2025. No entanto, segundo dados divulgados pela Nasa, o primeiro módulo, chamado Ônibus de Energia e Propulsão seria posicionado na órbita da Lua em 2023, e outros dois módulos habitáveis ​​seriam adicionados a ele entre 2024 e 2025. Um dos planos envolvidos no projeto se refere à criação de um veículo de carga especial para transportar itens essenciais e outros equipamentos.

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