Cientistas encontram diamantes em lava de vulcão

Pedras precisosas podem ter se originado da quebra de gases por relâmpagos. Foto: shutterstock

Pedras precisosas podem ter se originado da quebra de gases por relâmpagos. Foto: shutterstock

Cientistas descobrem pedras preciosas de novo tipo em lava expelida entre 2012 e 2013 na península de Kamtchatka.

Cientistas russos descobriram diamantes de um novo tipo na lava congelada expelida pelo vulcão Plôski Tolbatchik, nas península do Kamtchatka, entre 2012 e 2013, de acordo com o site do Ministério da Educação e Ciência da Federação Russa

A erupção que resultou na descoberta foi considerada incomum, e foi caracterizada como intersticial. Esse tipo de evento distingue-se pelo fato de lava sair não pela cratera do vulcão, mas por fissuras nas encostas.

Os cientistas ressaltam que, em toda a história, só ocorreram seis grandes erupções desse tipo: duas vezes na Islândia, nos séculos 10 e 18, duas no México, nos séculos 18 e 20, uma nas Ilhas Canárias, no século 18, e duas no Tolbatchik, na península russa do Kamtchatka, a primeira entre 1975 e 1976 e a segunda, entre 2012 e 2013.

O documento divulgado pelo ministério destaca que uma pequena mostra da lava expelida pelo vulcão foram extraídas algumas centenas de diamantes, e de grandes dimensões.

Ainda segundo os cientistas responsáveis pela descoberta, as pedras vulcânicas não se parecem em nada com as sintéticas.

Além disso, não se deve duvidar de sua origem natural, apesar de elas se diferenciarem de todas as variedades conhecidas da pedra preciosa em muitas características mineral-geológicas - da temperatura de combustão à composição.

Geólogos apresentaram uma teoria de que relâmpagos teriam tido papel na formação dos diamantes de Tolbatchik, quebrando os gases vulcânicos que contêm carbono.

Ainda em 1964 a França patenteou um modo obter diamantes por meio de gases com o uso de cargas elétricas fortes. Assim, acredita-se que a natureza possa ter seus próprios métodos para criar, como os franceses, diamantes vulcânicos a partir de relâmpagos.

Os pesquisadores também consideram que, no futuro, tais diamantes podem concorrer com os kimberlitos tradicionais.

Versão reduzida de matéria publicada originalmente pelo jornal Rossiyskaya Gazeta.

 

Confira outros destaques da Gazeta Russa na nossa página no Facebook

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.

Leia mais