Agroindústria moscovita quer financiamento do Brics

Holding comprou da Sadia parte brasileira em joint venture por 77,5 milhões de dólares. Foto:Ievguenia Novojenina/ RIA Nóvosti

Holding comprou da Sadia parte brasileira em joint venture por 77,5 milhões de dólares. Foto:Ievguenia Novojenina/ RIA Nóvosti

Miratorg, que teve joint venture com Sadia em Kaliningrado entre 2007 e 2009, disse que poderá recorrer à instituição. Seleção de projetos para investimento pelo Novo Banco de Desenvolvimento do Brics começa no final do ano.

A holding agroindustrial russa Miratorg, que tem sede em Moscou, deverá buscar financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics para seus novos projetos de investimento, declarou à agência Tass o presidente da companhia, Viktor Linnik.

"No momento, estamos naquele estágio em que boa parte dos nossos projetos já receberam investimentos. Como parte dos novos projetos, cooperamos com o Vneshekonombank. Em um ano, talvez voltemos à questão dos investimentos futuros, e uma alternativa seria usar o banco do Brics. Isso depende de quais condições serão criadas", disse Linnik à Tass.

Como a agência divulgou anteriormente, a seleção dos projetos de investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics começa no final do ano.

A Miratorg, que teve uma joint venture com a Sadia no enclave russo de Kaliningrado de 2007 a 2009 - quando adquiriu a parte da brasileira da empresa por 77,5 milhões de dólares -, é uma das maiores produtoras de carnes da Rússia.

A companhia foi fundada em 1995 e atua com cultivo agrícola, produção de ração, processamento de carnes suína, bovina e de aves, entre outros.

Seus proprietários são os irmãos Linnik (o presidente da companhia, Viktor Linnik, e o presidente do conselho de diretores, Aleksandr Linnik).

O lucro líquido do grupo em 2014, de acordo com as normas internacionais de contabilidade IFRS, cresceu 70%, alcançando os 16,4 bilhões de rublos (US$ 280 milhões). A receita da companhia aumentou 38%, chegando aos 74,06 bilhões de rublos (1,28 bilhão).

Com material da agência Tass.

 

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