Fotos revelam simulador de tsunami abandonado na Crimeia; veja

Sergei Anashkevitch

Sergei Anashkevitch

Sergei Anashkevitch
Neste lugar, cientistas soviéticos tentaram simular tempestades marítimas. Por isso, recorreram a equipamentos imensos – hoje abandonados – para atingir esse objetivo.

A União Soviética deu origem a construções monumentais, e a grande indústria tentava dominar até mesmo a natureza. Por que não produzir ondas artificiais para investigá-las? Este é um simulador de tempestades marítimas criado em 1953 para pesquisas científicas. A ideia pertenceu ao físico Vladímir Chuleikin, pioneiro soviético em física marinha, hidrometeorologia, geofísica e prospecção offshore.

Essa construção única está situada na cidade de Katsiveli, perto Ialta, na costa do mar Negro. A estrutura é oficialmente chamada de canal aero-hidrodinâmico.

Com 5,6 m de altura e 40 m de diâmetro, tem as paredes parcialmente cobertas com vidro, e a outra parte, com chapas de aço. O mesmo se aplica ao chão e ao telhado.

Os físicos preenchiam o tanque com água do mar – até atingir cerca de três metros de altura – e acionavam os ventiladores (que nesta se parecem enormes dedos de aço).

Ao observar o interior do reservatório, é possível ver as aberturas de ventilação na parte superior. Por serem capazes de criar ventanias até 19 metros por segundo, esses instrumentos imitavam uma tempestade no mar, com ondas gigantes.

A construção onerosa não tinha, porém, demanda, embora fosse utilizada de tempos em tempos por vários institutos de física. Alguns cientistas afirmavam que a ideia do tanque redondo não era muito boa: a força centrífuga tem grande efeito sobre as ondas, o que tornava a pesquisa inútil e não aplicável às condições reais na natureza.

No meio do reservatório havia uma torre projetada pelo arquiteto construtivista soviético Aleksêi Schusev. Nela ficavam salas de trabalho e de convivência.

Há rumores de que cientistas da época deixaram golfinhos dentro do tanque durante algumas pesquisas. “Eu duvido”, rebate o fotógrafo Serguêi Anaskevitch. “Não há uma comporta sequer para que os animais entrassem ou saíssem dessa grande estrutura.”

Atualmente, há tecnologias inteligentes para modelar e simular qualquer tempestade ou outro fenômeno natural. Como resultado, essa construção semidestruída, com uma localização pitoresca, permanece ali simplesmente acumulando ferrugem.

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