Suspeito de espionagem para Ucrânia é preso em Moscou

Agência de notícias ucraniana alega que Suschenko é um de seus correspondentes

Agência de notícias ucraniana alega que Suschenko é um de seus correspondentes

FSB/TASS
Cidadão ucraniano Roman Suschenko foi detido na capital sob suspeito de conduzir operações de espionagem. Kiev repudiou atitude russa e exigiu libertação imediata.

O cidadão ucraniano Roman Suschenko, que foi preso em Moscou sob suspeita de espionagem, não agiu como jornalista durante a sua estada no país, informou a chancelaria russa nesta segunda-feira (3).

“Suschenko estava na Rússia sem a credencial que é concedida pela chancelaria russa a todos os jornalistas estrangeiros que trabalham no país”, divulgou o órgão, respondendo a declarações do lado ucraniano.

“Ele não solicitou o credenciamento, embora sabendo que, se planejasse trabalhar como jornalista, seria obrigado a fazê-lo”, lê-se na nota russa.

Mais cedo, uma fonte familiarizada com a situação confirmou à agência de notícias TASS que um oficial da inteligência de Kiev suspeito de espionagem havia sido preso por dois meses.

O advogado de Suschenko, Mark Feiguin, relatou, porém, que seu cliente estava sendo mantido no centro de detenção preventiva de Lefortovo, no sudeste de Moscou, após ser preso em 30 de setembro, quando chegou à capital russa para visitar parentes.

Paralelamente, o departamento de Relações Públicas do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, alega que o homem foi detido durante uma operação de espionagem.

“O cidadão ucraniano estava propositadamente coletando informações sobre as Forças Armadas e a Guarda Nacional da Rússia, que constituem segredos de Estado e cuja divulgação poderia prejudicar as capacidades de defesa da Rússia”, lê-se em um comunicado da assessoria do FSB.

Após a detenção do oficial ucraniano, o serviço de segurança abriu um processo criminal contra Suschenko sob acusação de espionagem.

A agência de notícias ucraniana Ukrinform informou anteriormente que Suschenko era correspondente da empresa, onde trabalha desde 2002. Segundo a agência, o jornalista estaria de férias e havia viajado a Moscou por questões pessoais.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia expressou forte protesto pela detenção de Suschenko, qualificando a atitude como “infundada”.

O órgão ucraniano exigiu ainda a “libertação imediata [de Suschenko] e sua volta para casa sem entraves”, além de solicitar ao governo russo que funcionários consulares da Ucrânia recebam permissão imediata para visitar o suposto jornalista.

Com a agência de notícias TASS

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