Expectativa de vida dos russos ultrapassa 72 anos pela 1ª vez

Russas vivem, em média, 10 anos mais que os homens no país

Russas vivem, em média, 10 anos mais que os homens no país

Aleksandr Vikulov/RIA Nôvosti
Aumento de 0,5% em relação a 2016 resultou em maior índice da Rússia desde que dados começaram a ser coletados. Moscou e Cáucaso apresentam maior expectativa.

Um século atrás, os russos viviam, em média, pouco mais de 30 anos. Desde então, um longo caminho foi percorrido, mas a expectativa de vida no país continuava baixa em comparação com nações desenvolvidas. A situação parece mudar, porém.

De acordo com estatísticas divulgadas recentemente pelo governo, no primeiro semestre deste ano, a expectativa de vida atingiu 72,4 anos. Segundo a vice-premiê russa, Olga Golodets, o índice aumentou em 0,5% em relação ao ano passado.

Os números revelam ainda que, assim, como em anos anteriores, os homens vivem, em média, dez anos a menos do que as mulheres. A expectativa de vida dos russos é de 66,5 anos, enquanto as russas geralmente vivem em torno de 77 anos.

“Já a taxa de mortalidade, caiu de 13,2 para 12,9 em 1.000 pessoas, em comparação com 2016”, acrescentou Golodets, ao anunciar os dados.

Entre as diferentes regiões da Rússia, as pessoas que vivem mais tempo são os residentes de Moscou e do Cáucaso. A Inguchétia ocupa o primeiro lugar, com 80,8 anos, seguido por Daguestão (77,2 anos) e Moscou, onde a expectativa é de 77 anos. A região do país que apresenta índice mais baixo é Tira (64,4 anos), no leste russo.

Atualmente, a expectativa de vida no Ocidente é, em média, de 80 anos.

Salto soviético

A maior expectativa de vida na União Soviética foi registrada em 1990 – 60,1 anos. Esse era o dobro dos números durante o final do Império Russo, de 1896 a 1897 (na época, as pessoas viviam em torno de 30,5 anos).

Um salto enorme foi dado fez anos após a Revolução de 1917, quando a média da expectativa de vida já tinha subido para quase 43 anos. Nos anos 1960, o índice quase igualou ao nível dos países ocidentais.

Os números registrados durante o regime soviético só foram alcançados na Rússia contemporânea em 2010, e desde então permanecem em ascensão ano a ano.

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