A face desconhecida do socorro

Essas pessoas não são celebridades, estrelas de cinema ou heróis de TV. Suas ações ficam longe das câmeras dos paparazzi, mas nem por isso são menos importantes. Pelo contrário: seu trabalho diário é salvar vidas. A Gazeta Russa apresenta alguns dos socorristas que atuam junto ao Ministério para Situações de Emergência.
Aleksêi Ichutin, 32 anos. O major Aleksêi Ichutin pertence a uma família de soldados profissionais, mas no Centro Líder é responsável por operar drones. Entre as suas tarefas está a observação de zonas de acidentes e desastres, na busca por sobreviventes. “Trabalho em uma área de desenvolvimento e perspectivas, essa é a minha atividade favorita”, diz Ichutin.

Denis Ossipov, 27 anos. O especialista em defesa química, nuclear e biológica Denis Ossipov sempre sonhou em se tornar um soldado profissional. Seus planos se tornaram realidade após se formar na escola de cadetes da Academia de Defesa NBC. Hoje em dia, Denis aplica suas habilidades militares no setor civil, como membro do Centro Líder,  um departamento do ministério especializado em operações de resgate de alto risco.
Piotr Gritsenko, 31 anos. Antes de Gritsenko completar 31 anos, ele já tinha trabalhado em quase metade dos países do mundo. Ajudou a remover destroços após terremotos no Nepal, Egito, Camarões e Tunísia, e andou dois dias a pé pela profundeza das florestas na Indonésia em busca do local de um acidente de um avião. Pelas operações conduzidas após uma enchente na Síria, chegou a ser condecorado com a Ordem da Coragem. Gritsenko comanda agora a unidade para operações de resgate primário em áreas de emergência.
Alibag Kunnuev, 34 anos. Natural do Daguestão, Alibag Kunnuev não pretendia se tornar um socorrista, mas sim policial. No entanto, o destino o levou para o Centro Líder, onde teve a oportunidade de ajudar pessoas, e Alibag tornou-se um resgatista de montanha profissional – o que não é uma tarefa fácil. Temperaturas altas, umidade e a busca em áreas inacessíveis de florestas densas são apenas algumas das dificuldades enfrentadas por essas equipes de resgate. Nesse cenário, o socorrista não é só testado fisicamente; sua saúde mental também precisa estar em ordem para operar de forma eficaz. Por exemplo, Alibag esteve entre os primeiros a chegar ao local onde havia caído o avião do presidente polonês em 2010. “Foi difícil ver todos aqueles cadáveres”, recorda.
Aleksêi Mamrenko, 43 anos. Mamrenko sonhava em viajar pelos céus desde pequeno. Ele queria se tornar piloto, mas não conseguiu entrar na academia. Por ironia do destino, o céu acabou, enfim, se tornando sua casa. Como paraquedista, Aleksêi integra o Centro Líder, pelo qual já realizou mais de 5.000 saltos a partir de aviões e helicópteros. “Trabalhando na pasta para Situações de Emergência, percebi que nós somos a força que contribui para muitas pessoas superarem situações difíceis”, descreve Mamrenko.
Valéri Markov, 37 anos. O destino quis que Valéri Markov se tornasse um bombeiro. Foi escolhido para o corpo de bombeiros entre seis candidatos, enquanto ainda estava na escola. “Trabalho é trabalho; não há espaço para a emoção. Cada chamado é uma emergência para nós, sem exceção”, diz Markov, sobre o respeito e a seriedade envolvidos nas missões.
Aleksêi Chamin, 33 anos. O operador de robôs Aleksêi Chamin tem uma das profissões mais incomuns no Ministério para Situações de Emergência. Ele controla robôs como o PTC PP, que foi projetado para procurar fontes de radiação. E o trabalho é pesado: Chamin lembra, por exemplo, que, em 2012, teve que trabalhar 28 semanas para reunir e armazenar 213 toneladas de pesticidas e produtos químicos na região de Kursk, na Rússia central.
Maksim Tchernenkov, 31 anos. O resgatista profissional Maksim Tchernenkov escolheu o difícil e perigoso trabalho de pirotécnico. Arriscando sua vida, ele tem que lidar com explosivos, minas e bombas não detonadas desde a Segunda Guerra Mundial. Tchernenkov atuou também no aeroporto Domodêdovo, em Moscou, após o atentado terrorista de 2011, e desativou perigosos explosivos na Crimeia, incluindo na famosa Fortaleza de Kertch. Maksim lembra, inclusive, de como já esteve cara a cara com a morte. “Durante um incêndio em um armazém na Sérvia, no início dos anos 2010, um objeto pesado caiu sobre uma mina, rompendo seu detonador. A mina deveria ter explodido, mas, felizmente, isso não ocorreu”, conta Maksim. “Foi como nascer pela segunda vez.”
Svetlana Sonina, 30 anos. Desde criança, Svetlana Sonina adorava cães e sonhava em trabalhar com eles. Portanto, não é de se admirar que ela tenha escolhido seguir a profissão de cinologista. Seu melhor amigo, um cão chamado Gadi (ou, Rainha da Noite) foi treinado para procurar explosivos. Além disso, cinologistas e cães não gostam apenas de trabalhar juntos, mas também se divertem. Às vezes, participam de competições e exposições de cães. Segundo Svetlana, a operação mais extrema de sua carreira foi procurar pessoas sob escombros no Nepal, após um devastador terremoto em 2015.

Informações originalmente publicadas em russo na revista “Russky Reporter”

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