Proposta de deputado reacende debate sobre enterro do corpo de Lênin

Corpo embalsado de Lênin é uma das principais atrações da Praça Vermelha, em Moscou

Corpo embalsado de Lênin é uma das principais atrações da Praça Vermelha, em Moscou

Peter Arkell/Global Look Press
Discussão deve ser intensificada este ano, em que é celebrado o centenário da Revolução de 1917. Segundo parlamentar, iniciativa ajudaria a “reconciliar vermelhos e brancos”.

O deputado Ivan Súkharev, do Partido Liberal Democrático da Rússia (LDPR), enviou um pedido à presidente do Conselho da Federação (Senado) da Rússia, Valentina Matvienko, para que o mausoléu do líder soviético Vladímir Lênin, localizado na Praça Vermelha, seja desmantelado.

Segundo o membro da Duma de Estado (Câmara dos deputados na Rússia), é preciso colocar um ponto final nesse debate ainda este ano, em que se comemora o centenário da Revolução de 1917.

“A revolução bolchevique foi, na verdade,  um crime contra o Estado. Nós vivemos agora em um país diferente, mas os símbolos, os mortos ainda permanecem no centro da capital”, disse Súkharev.

Mausoléu ficará fechado até 16 de abril para manutenção (Foto:Chromorange/Global Look Press)Mausoléu ficará fechado até 16 de abril para manutenção (Foto:Chromorange/Global Look Press)

O deputado acredita que, ao enterrar “líderes bolcheviques segundo as tradições ortodoxas”, será possível “colocar um ponto final nesse caso e, enfim, reconciliar vermelhos e brancos”.

A controvérsia sobre o enterro do corpo de Lênin surgiu no final dos anos 1980 e vem se intensificando todos os anos às vésperas de 22 de abril (data em que o ex-líder nasceu) e 21 de janeiro (aniversário de morte).

Uma pesquisa realizada pelo VTsIOM (Centro Russo de Pesquisas de Opinião Pública) em abril do ano passado revelou que 60% dos russos são a favor do enterro. O mausoléu está, no entanto, incluído na lista de Patrimônio Mundial da Unesco, o que dificultaria esse processo.

Pouco antes, o presidente Vladímir Pútin havia pedido cautela ao decidir sobre o assunto para não se tomar decisões que dividam a sociedade.

 

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