Rússia sobe em ranking de competitividade; Brasil é lanterna entre os Brics

Apesar de queda de 3,7% no PIB, país manteve competitividade

Apesar de queda de 3,7% no PIB, país manteve competitividade

AP
Moscou obteve melhor classificação dos últimos 10 anos, em 43º lugar, enquanto Brasília despencou 33 posições em 4 anos e amarga o 81º. Aumento de confiança na Rússia se deve a índices de educação e inovação, segundo autores do estudo.

Em apenas um ano, a Rússia subiu dois degraus no Relatório de Competitividade Global, um ranking elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), e ficou em 43º lugar, entre Panamá e Itália, na lista que compreende 138 países. Já o Brasil, que perdeu 6 posições este ano, figura na lanterninha entre os Brics.

Entre os membros do grupo, a China foi o que obteve a melhor classificação, em 28º, seguida pela Índia (39º). A África do Sul aparece em 47º lugar, pouco atrás da Rússia, enquanto o Brasil amarga a 81ª posição.

O país latino-americano teve, aliás, a pior posição já conquistada no ranking de competitividade do FEM, superando o 75º lugar em 2015.

Confiança na Rússia

Na contramão da tendência brasileira, a Rússia subiu para a posição mais alta em dez anos (período em que o FEM utiliza o atual método de cálculo).

Segundo o relatório recente, a Rússia entrou em recessão 2015, quando observou um encolhimento de 3,7% no PIB nacional, mas ainda assim manteve-se bastante estável em termos de competitividade.

“Isto se deve, em parte, ao resultado do reforço em certas bases, incluindo qualidade da educação e capacidade de inovação, juntamente com um melhor ambiente de negócios no mercado interno”, lê-se no documento.

Os especialistas da FEM ressaltam também que os preços reduzidos de commodities estão afetando a Rússia em menor grau do que outras economias da Eurásia, e o nível de dívida pública contraída por Moscou permanece relativamente baixo.

Apesar disso, o documento reitera que a “queda de preços de commodities ainda tem profundo impacto sobre a economia russa” e “a redução drástica da receita pública e a inflação elevada tornam o ambiente macroeconômico russo menos seguro”.

De acordo com o FMI, medidas econômicas, como a flexibilidade da taxa de câmbio, estímulo fiscal limitado e maior tolerância regulatória, têm ajudado a “amortecer os choques, restaurar a confiança e estabilizar o sistema financeiro”.

Liderança de sempre

Em comparação com países da União Europeia, a Rússia superou não só Itália, mas também Portugal (46º), Letônia (49º), Bulgária (50º), Romênia (62º), Eslováquia (65º), Croácia (47º) e Grécia (86º). Enquanto isso, no âmbito da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), perdeu apenas para o Azerbaijão (37º).

O topo do ranking permaneceu inalterado desde o ano passado, com a Suíça em primeiro lugar, seguida por Cingapura e Estados Unidos.

Ao avaliar as tendências, os especialistas do FEM concluíram que “as economias mais abertas são também mais inovadoras, de modo que o isolacionismo representa uma ameaça real para a prosperidade”.

O relatório se baseia em dados estatísticos e pesquisas de opinião conduzidas com executivos dos 138 países participantes, e engloba 118 indicadores agrupados em 12 categorias: instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária, educação superior e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, preparo tecnológico, dimensão do mercado, sofisticação empresarial e inovação.

Com a agência de notícias TASS

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