Brasil e Rússia têm 22 universidades cada em ranking global

Instituto de Engenharia Física de Moscou estreou no top 400 do ranking

Instituto de Engenharia Física de Moscou estreou no top 400 do ranking

Valéri Charifulin/TASS
Número de instituições russas no top 400 do ranking QS World 2016 sobe de 5 para 8, enquanto Brasil apresenta apenas 3 nessa faixa. Projeto federal teria permitido que universidades da Rússia avançassem posições este ano.

O recente ranking QS World 2016 mostra uma tendência positiva para as universidades russas, que melhoraram suas posições em relação a 2015, quando quase um terço das insituições do país despencou na lista.

Oito universidades russas, contra cinco no ano passado, foram classificadas entre as 400 melhores instituições de ensino superior do mundo na lista divulgada pela empresa britânica Quacquarelli Symonds.

Entre as novas inclusões estão o Instituto de Engenharia Física de Moscou, a Universidade Estatal de Tomsk e Universidade Politécnica de Tomsk. Já a Estatal de Moscou Lomonossov, que manteve a 108ª posição, foi mais uma vez a melhor colocada dentre as instituições russas.

Enquanto a Universidade Estatal de São Petersburgo caiu dois lugares, para o 258º, a Universidade Técnica Estatal Novosibirsk entrou, pela primeira vez, para o top 500. Com isso, o número de russas subiu para 22, das quais 18 avançaram no ranking.

Socorro do governo

Em 2015, o ranking deixou de considerar artigos científicos com um grande número de autores (mais de 10), o que prejudicou as principais universidades russas. Muitos delas reassumiram, assim, as posições de dois ou três anos atrás.

O governo decidiu então aumentar o apoio às principais universidades da Rússia por meio de uma iniciativa, chamada Projeto 5-100, que envolve 21 universidades.

O projeto recebeu 54 bilhões de rublos (US$ 836 milhões) entre os anos de 2013 e 2015, e terá um adicional de 14,5 bilhões de rublos (US$ 224 mi) para 2016-2017.

Segundo Ben Sowter, chefe da Unidade de Inteligência da QS, o apoio do governo teria contribuído para melhores posições entre os participantes.

“Treze das 21 universidades apoiadas pelo projeto 5-100 foram listadas no ranking, e todas essas 13 mantiveram ou melhoraram a colocação em 2016”, diz Sowter.

No entanto, os autores do estudo advertem que as universidades russas apresenta um sério ponto fraco – pesquisa e citações por faculdade, cujo indicador foi o menor em comparação com os demais países do Brics.

Nesse quesito, 86% das instituições russas apresentaram queda, e, como resultado, nenhuma delas ficou classificada no top 600 em termos de citações por faculdade.

Empate com Brasil

A Universidade de São Paulo (USP), que apresentara queda nos últimos dois anos, pulou 23 degraus ficou na 120ª posição no recente ranking, mantendo o posto de melhor universidade brasileira.

O Brasil, que assim como a Rússia possui 22 instituições no ranking, é o país da América Latina com maior expressividade no ranking.

Além da USP, a Unicamp (191ª posição) e a UFRJ (321º) também avançaram lugares e ficaram avaliadas entre as 400 melhores do mundo.

A liderança do levantamento da QS, com as 916 melhores instituições de ensino superior do mundo, foi concedida pela quinta vez para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

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