Universidade da Sibéria contrata cientistas estrangeiros

Pesquisadores foram selecionados por competência e campo de atuação

Pesquisadores foram selecionados por competência e campo de atuação

Divulgação
Sete pesquisadores atuarão em laboratórios locais, com possibilidade de efetivação no corpo docente da instituição. Novas oportunidades serão abertas em janeiro de 2017.

Sete cientistas estrangeiros, todos com nível de pós-doutorado, foram selecionados em um concurso aberto pela Universidade Federal da Sibéria (SFU, na sigla em russo), em Krasnoiarsk. Os especialistas recém-contratados pela instituição assumirão o cargo de pesquisador associado.

“Eu vi o anúncio sobre o concurso no site da SFU, apresentei os documentos e vim para cá. A natureza em Krasnoiarsk é muito bonita, e as pessoas são abertas”, conta o indiano Venugopal Nakkala, um dos selecionados do projeto que hoje atua como pesquisador do Laboratório de Óptica Não Linear e Espectroscopia da universidade.

O concurso da SFU para jovens cientistas com grau de doutorado ou PhD foi realizado de dezembro de 2015 a março de 2016, e, ao todo, foram feitas mais de 30 inscrições. No final, sete cientistas estrangeiros conseguiram ocupar as vagas para pesquisadores associados na SFU.

Venugopal Nakkala Foto: DivulgaçãoVenugopal Nakkala Foto: Divulgação

“Não é a primeira vez que venho para a Sibéria, já estive aqui antes e consegui fazer amizade com cientistas daqui, foram eles que me aconselharam a enviar os documentos para participar do concurso”, conta Alberto Arzaka, pesquisador da Espanha cujo trabalho científico está relacionado com o estudo dos anéis anuais de crescimento das árvores.

“O que mais me impressiona na Sibéria é a natureza. Além disso, existe uma infraestrutura bem desenvolvida e é possível trabalhar na base da Universidade”, acrescenta o espanhol.

Apesar de todo o trabalho estar sendo realizado em inglês, Arzaka adianta que pretende iniciar os estudos da língua russa já em setembro. “Não excluo a possibilidade de permanecer na Rússia, tudo vai depender de como o trabalho planejado irá evoluir”, diz.

Alberto Arzaka Foto: DivulgaçãoAlberto Arzaka Foto: Divulgação

Melhores e necessários

Em reunião com os vencedores do concurso, Evguêni Vaganov, reitor da SFU e membro da Academia Russa das Ciências, afirmou que os cientistas selecionados, além de serem os melhores do processo, são também os que atuam no desenvolvimento de áreas prioritárias.

“Com todos eles foram firmados contratos pelo prazo de três anos, o trabalho é de pesquisa, mas é possível que também venham a lecionar. Dependendo dos resultados, o contrato será possivelmente prorrogado”, garante o reitor.

Segundo Shubhra Pande, cientista indiana que participa do programa, a escolha pela se deu por ser um centro de pesquisa científica e de ensino superior que promove o trabalho produtivo dos cientistas.

Por meio de experimentos com ratos, ela busca agora uma maneira de prolongar a vida estudando a produção de proteínas com a ajuda do método da bioluminescência.

“É muito frio na Sibéria, mas as pessoas têm o coração quente e gosto muito daqui, apesar do fato de ter deixado a Índia pela primeira vez na vida”, conta Pande.

Shubhra Pande Foto: DivulgaçãoShubhra Pande Foto: Divulgação

Muitas exigências, condições também

A prática de atrair especialistas estrangeiros para trabalhar e lecionar com base em bolsas e concursos especiais foi incorporada em muitas universidades ao redor do mundo há algum tempo.

Ao lançar o concurso, a SFU apostou na busca de talentos de diferentes partes do mundo que possam vir a integrar o quadro de colaboradores da universidade. Para tanto, foi estipulado que os candidatos não tivessem mais de 35 anos no momento da inscrição.

“Os requisitos exigidos dos candidatos eram rigorosos, como, exemplo, possuir publicações em revistas científicas. Por outro lado, as condições oferecidas pela universidade também são muito boas”, destaca o reitor.

“Não se trata apenas de salário, mas da oportunidade de trabalhar com equipamentos únicos e sob a orientação de cientistas famosos em seus campos de estudo. Essa foi a principal motivação dos jovens cientistas que decidiram vir para a universidade siberiana”, acrescenta Vaganov.

Evguêni Vaganov Foto: DivulgaçãoEvguêni Vaganov Foto: Divulgação

Ainda segundo o reitor, embora Krasnoiarsk tenha sido uma cidade fechada para estrangeiros por muito tempo e até pouco conhecida entre eles, a SFU recebeu muitas inscrições para o concurso.

“Esse foi o primeiro concurso e futuramente planejamos aumentar o número de vagas. Essa é a parte mais ativa do contingente de jovens pesquisadores”, completa.

O 2º concurso de pós-doutorado da SFU será aberto em janeiro de 2017.

SFU em números

- Em 2014, recebeu 3 de 5 estrelas no ranking da Quacquarelli Symonds.
- No Webometrics 2015, ocupou a 10ª posição entre as universidades russas.
- Mais de 30.000 alunos estudam na SFU, entre eles 400 estrangeiros.

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