Cias aéreas russas continuarão proibidas de voar ao Egito e à Turquia

No semestre anterior à proibição, Egito e Turquia respondiam por quase 40% do fluxo de turistas russos no exterior

No semestre anterior à proibição, Egito e Turquia respondiam por quase 40% do fluxo de turistas russos no exterior

PhotoXpress
Não há previsão de retomada de tráfego aéreo entre os países, diz autoridade. Antes de proibições, Egito e Turquia eram os destinos mais populares dos turistas russos.

Tanto as rotas aéreas turcas como as egípcias continuarão fechadas para companhias aéreas russas em 2016, informou o vice-chefe da Agência Federal de Turismo russa, Roman Skori, em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (7).

“A Turquia definitivamente não será aberta [para transporte aéreo da Rússia] este ano”, disse Skori. “E os recentes acontecimentos no Egito têm mostrado que muito provavelmente o Egito também não será reaberto.”

Segundo Skori, a Rússia não é o único país relutante em retomar o tráfego aéreo com o Egito.

“O Reino Unido e diversos países europeus não estão com pressa para retomar as conexões aéreas com o Egito”, disse. “A segurança é a questão número um.”

Mais cedo, algumas autoridades russas haviam presumido a possibilidade de uma rápida retomada dos voos, segundo apuração do jornal “Kommersant”.

Os voos para o Egito foram suspensos desde o atentado em um avião da companhia aérea Kogalimavia (conhecida como MetroJet), que seguia de Sharm-el-Sheikh para São Petersburgo, no final de outubro de 2015.

Já os voos entre Rússia e Turquia, foram interrompidos após um bombardeiro Su-24 russo ser abatido por uma aeronave turca na fronteira entre a Síria e a Turquia, em novembro do ano passado.

Antes da cessação do tráfego aéreo, Turquia e Egito eram os dois destinos turísticos mais populares no exterior entre os cidadãos russos.

De acordo com a Agência Federal de Turismo, durante o primeiro semestre de 2015, mais de 2 milhões de turistas provenientes da Rússia visitaram esses dois países, respondendo por 38% de todo o turismo russo no exterior durante esse período.

Texto originalmente publicado pelo jornal Kommersant

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