Museu Hermitage participará de restauração de monumentos de Palmira

Cidade síria estava sob controle do EI desde maio de 2015

Cidade síria estava sob controle do EI desde maio de 2015

Reuters
Qualificada como patrimônio mundial da Humanidade pela Unesco, cidade foi retomada das mãos do EI no domingo (27), com a ajuda de tropas aéreas russas.

Especialistas do museu estatal Hermitage, em São Petersburgo, terão participação ativa na restauração de monumentos culturais na cidade síria de Palmira, cujo controle foi retomada pelas forças de Damasco no domingo (27).

“Teremos um papel ativo, vamos compartilhar nossas experiências. As experiências de restauração de Leningrado-São Petersburgo, dos nossos monumentos e dos arredores da cidade”, disse o diretor do Hermitage, Mikhail Piotrôvski, em entrevista ao canal de televisão Rossiya-24.

A restauração de Palmira é, segundo Piotrôvski, uma missão “realizável”, mas o especialista advertiu contra medidas precipitadas.

“É bastante realizável, mas não se deve tentar restaurar o que nunca esteve lá (...) É preciso examinar tudo o que costumava existir ali e que agora está em ruínas. Assim, será possível restaurá-los gradualmente”, disse.

Mais cedo, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, anunciou que a organização está considerando opções para a preservação e a restauração dos monumentos históricos em Palmira e tem esperança em uma cooperação estreita com o museu Hermitage.

O presidente russo Vladímir Pútin também prometeu que o contingente russo na Síria irá participar dos trabalhos de desativação de minas em Palmira, segundo informações do porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov.

Em referência a uma conversa telefônica entre Pútin e Bokova, Peskov disse que ambos concordaram que a Unesco, a Rússia e a Síria tomarão “as medidas necessárias o mais rapidamente possível para avaliar os danos causados a Palmira pelos terroristas e elaborar um plano de ações para reparar o que puder ser restaurado”.

O Exército sírio anunciou no domingo (27) a libertação da cidade síria de Palmira, um património mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), graças ao apoio de um grupo aéreo russo.

Localizada na província síria de Homs, Palmira havia sido tomada por militantes do Estado Islâmico (EI) em meados de 2015.

As autoridades sírias declararam então que as ruínas monumentais de Palmira, um dos centros culturais mais importantes do mundo antigo, poderia compartilhar o destino trágico das cidades iraquianas de Assur, Nimrud e Hatra, que foram destruídas pelo grupo terrorista.

Com material da agência de notícias Tass

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