Sete dicas para escolher uma universidade na Rússia

Universidade Federal do Extremo Oriente, em Vladivostok

Universidade Federal do Extremo Oriente, em Vladivostok

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Passo-a-passo ajuda a evitar armadilhas de rankings e dificuldades com o idioma.

Apesar de a Universidade Estatal de Moscou Lomonossov permanecer como líder entre as instituições de ensino superior russas, segundo os rankings internacionais, o país oferece oportunidades variadas aos estudantes estrangeiros.

Para tirar proveito máximo do sistema de educação na Rússia, é preciso, porém, prestar atenção a alguns fatores na hora de escolher uma universidade.

1. Rankings

Desde a década de 1990, as universidades russas têm tido dificuldade para sistematicamente se manter ou subir nos rankings internacionais. Isso se deve sobretudo a diferenças do sistema de ensino na Rússia em relação ao padrão ocidental.

Embora não se deva julgar a qualidade de uma instituição exclusivamente com base em sua posição nessas listas, os rankings representam uma ferramenta útil para conhecer quais universidades russas estão mais abertas a estudantes estrangeiros.

Os relatórios anuais da revista britânica Times Higher Education e QS, que contêm um maior número de universidades russas, são uma boa referência nesse processo, mas você também analisar os dados divulgados em ranking nacionais.

2. Comunicação

A língua inglesa, assim como no Brasil, é o idioma estrangeiro mais importante na Rússia, razão pela qual os contatos nas universidades geralmente serão em inglês com quem não entende russo.

Para determinar o nível de inglês na instituição de seu interesse, navegue pelo site oficial da universidade e entre em contato com o respectivo departamento de alunos estrangeiros.

É possível obter informação em inglês nos sites do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou, da Universidade Politécnica de Tomsk, da Universidade Federal dos Urais e na Universidade Politécnica Pedro, o Grande (São Petersburgo), entre outras.

3. Especialização

Desde os tempos soviéticos que a Rússia dispõe de muitas universidades especializadas. Mas, por não possuírem cursos de Belas Artes e Medicina, essas instituições não conseguem obter altas posições em rankings gerais.

Realizar uma pesquisa detalhada em rankings temáticos podem, porém, revelar surpresas como o Instituto de Engenharia Física de Moscou, um dos principais centros mundiais para a formação de físicos nucleares.

4. Ponte com institutos de pesquisa científica

Na Rússia, as grandes pesquisas científicas nem sempre se concentram em universidades. É muito comum no país a condução de estudos em institutos de pesquisa científica e academias de ciência, sem vínculo direto com universidades.

Portanto, se houver interesse em pesquisa científica, seja em línguas ou em oscilações de onda, é preciso pesquisar os institutos científicos com as quais interage a universidade selecionada. Por exemplo, os estudantes da faculdade de física na Universidade Estatal de Nijni Novgorod têm a oportunidade de trabalhar com profissionais de um instituto local de pesquisa praticamente desde o início do curso.

5. Parcerias internacionais

Também vale levar em consideração os parceiros internacionais da instituição de ensino. A Universidade Federal Immanuel Kant, em Kaliningrado, mantém laços com a Alemanha, enquanto a Universidade Estatal de Tomsk conta com diversos parceiros nos EUA, assim como a internacional Escola Superior de Economia de Moscou.

6. Estudo entre russos

Embora pareça óbvio, é importante verificar se os estudantes estrangeiros estudam juntos com os russos na universidade escolhida. Diversas instituições têm departamentos especiais para estrangeiros. Mas, por outro lado, pode ser mais rápido aprender russo quando se estuda na mesma sala que os locais.

7. Programas exclusivos

Se o objetivo é ganhar uma experiência singular, o ideal é selecionar as universidades que forneçam um tipo de conhecimento único. Por exemplo, o principal módulo da Universidade Federal do Extremo Oriente, em Vladivostok, é o estudo interdisciplinar de questões sobre o Oceano Pacífico. Já a Universidade Estatal de Novosibirsk, na Sibéria, reúne cientistas que desenvolvem vacinas contra doenças mortais, e a Federal dos Urais envia expedições científicas à Antártida para a busca de meteoritos.

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