Diretor da Severstal nega manipulação de sensores em mina que explodiu

República de Komi, no norte da Rússia, declarou três dias de luto.

República de Komi, no norte da Rússia, declarou três dias de luto.

Vladimir Yurlov / RIA Novosti
Acidente causou a morte de 36 na república de Komi na quinta-feira (25). Empresa foi acusada de alterar sensores de metano para aumentar produção, colocando trabalhadores em risco.

O diretor da companhia de mineração Serverstal, Aleksêi Mordachov declarou, na última segunda-feira (29) serem falsas as acusações de que a mina "Sévernaia", na república de Komi, norte do país, teria seus detectores de metano alterados para aumentar a produção, colocando em risco seus trabalhadores.

Na quinta-feira (25), duas explosões causaram a morte de 26 pessoas na mina.  

"Os sensores de metano de que tanto se falam são, com esse propósito, conectados a um sistema unificado por meio do qual os sensores emitem um sinal em tempo real em um controle central. Os sensores são construídos de maneira que é difícil manipulá-los, não dá para fechá-los, o sinal iria direto para o controle central, não dá para mudá-los de local, eles são selados", disse Mordachov.

Ele ressaltou que o acidente na mina Sévernaia deveria chamar a atenção de todos para corrigir falhas, que podem resultar não apenas de falhas nos sistemas de tecnologia, como do trabalho de pessoas.

O acidente na Sévernaia ocorreu quando o metano a 780 metros de profundidade do solo se rompeu, causando duas explosões e o desabamento da rocha. Como resultado das explosões e do desabamento, 36 pessoas morreram.

Com material da agência Interfax.

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