Conheça alguns dos golpes mais curiosos aplicados na Rússia

Em meados de julho passado, foi detido em Moscou um grupo de falsos médiuns que já há alguns anos mantinham mais de duas dezenas de call centers em todo o país.

Em meados de julho passado, foi detido em Moscou um grupo de falsos médiuns que já há alguns anos mantinham mais de duas dezenas de call centers em todo o país.

Shutter Stock/Legion Media
Videntes, moedas raras e papel que vira dólar são alguns dos esquemas.

Inspirado por um grupo de golpistas africanos que "transformava" papel em dólares e foi detido recentemente em Moscou, a Gazeta Russa listou alguns dos esquemas fraudulentos mais estranhos visto na Rússia nos últimos anos. Conheça os golpes mais curiosos aplicados no país.

A solução mágica

Recentemente a polícia de Moscou anunciou a prisão de dois cidadãos africanos suspeitos de terem comercializado papel e um líquido que supostamente transformava as folhas em dólares.

"Os suspeitos faziam o show completo: na presença da vítima, eles processavam uma folha de papel, aplicando nela a solução química, e pediam à pessoa que confirmasse a autenticidade da nota, a qual, entretanto, eles já tinham conseguido substituir por uma verdadeira", relatou a polícia.

Ao processarem a folha, eles colocavam luvas e máscaras médicas, argumentando que os vapores da solução química constituíam um risco para a saúde. A uma de suas vítimas, os detidos venderam a "poção mágica" por 5 milhões de rublos (cerca de US$ 77 mil).

Sobrenome: Gazprom

Há cerca de três anos foram detidos na capital russa nove cidadãos africanos que conseguiram extorquir ao menos 900 milhões de rublos (cerca de US$ 14 milhões) de empresários estrangeiros.

Para executar o esquema eles usavam nomes e sobrenomes falsos que se pareciam com os nomes de grandes empresas russas: Gazprom, Rosneft e outras. O dinheiro foi roubado de várias centenas de empresas estrangeiras da União Europeia, EUA e Sudeste Asiático.

Os golpistas colocavam na Internet anúncios para venda de minérios variados e outros artigos, como trilhos e locomotivas, recebiam um adiantamento e depois desapareciam. Segundo a Gazeta Russa, durante uma dessas negociatas eles deram aos clientes os dados bancários da conta corrente de um indivíduo supostamente chamado JSC Railways, nome da companhia ferroviária da Rússia. O processo criminal foi aberto após representantes das estradas de ferro russas terem apresentado queixa na polícia.

Moedas raras a preço de banana

Alguns meses atrás, surgiu na Rússia um novo tipo de fraude: pessoas desconhecidas começaram a oferecer grandes quantidades de supostas moedas raras dos séculos 18 e 19 a preços irrisórios. Os falsários abordavam as vítimas nas passagens subterrâneas das cidades e na rua e lhe propunham a venda de moedas de prata com retratos dos czares russos, dizendo que as receberam de herança de algum parente ou que encontraram um tesouro.

Segundo a imprensa russa, pelas moedas falsas, que custam cada uma cem rublos (cerca de US$ 1,5), os golpistas podem pedir entre 30 a 40 mil rublos (cerca de US$ 500), e não faltam pessoas desavisadas querendo comprar a raridade.

Quadrilha de médiuns

Em meados de julho passado, foi detido em Moscou um grupo de falsos médiuns que já há alguns anos mantinham mais de duas dezenas de call centers em todo o país e pelo telefone adivinhavam o futuro e faziam curas, "cumprindo uma série de rituais mágicos à distância", segundo informou a polícia de Moscou.

Eram tantas pessoas querendo saber o seu futuro e limpar o karma, que as linhas telefônicas se mantinham ocupadas 24 horas por dia. Mais de 40 pessoas se apresentaram como vítimas deste caso, e os acusados receberam penas variando entre seis a 15 anos de prisão.

Notas coladas

Um caso incomum de fraude ocorreu em Tchita, cidade da Sibéria Oriental, onde golpistas conseguiram depositar notas falsas em suas contas bancárias e depois sacar notas verdadeiras.

Eles cortavam notas de 5 mil rublos e colavam-nas cuidadosamente de modo a obter várias notas a partir de uma única de 5 mil. Depois depositavam as notas por meio de um caixa eletrônico em várias contas que pertenciam a diferentes pessoas. Com a fraude, os golpistas chegaram a sacar mais de 100 mil rublos (cerca de US$ 1.500). As notas coladas foram descobertas somente uma semana depois, quando o caixa eletrônico foi aberto.

 

 

 

 

 

 

 

 

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