Procuradoria pede desculpas a dona de casa 'espiã'

Processo contra Davídova foi arquivado por falta de elementos que constituam crime Foto: Reuters

Processo contra Davídova foi arquivado por falta de elementos que constituam crime Foto: Reuters

Mulher que residia próximo à fronteira foi presa, acusada de trair a pátria, após telefonar a embaixada ucraniana para comunicar sobre transferência de militares russos.

Na quinta-feira (23), a dona de casa Svetlana Davídova, acusada de trair a pátria () após comunicar embaixada ucraniana sobre uma transferência de soldados russos, recebeu uma carta oficial com pedido de desculpas em nome da Federação da Rússia.

"Hoje, Svetlana Davídova recebeu uma carta oficial do auxiliar do procurador-geral Nikitin A.K., na qual, em nome do Estado, ele pede desculpas oficiais por males causados em decorrência do processo criminal sob o artigo de traição à pátria, artigo 275 do Código Penal da Federação da Rússia, que foi arquivado em 13 de março", disse à à agência Ria Nôvosti o advogado da dona de casa, Ivan Pavlov.

Em 21 de janeiro, o Tribunal de Lefortov, em Moscou, autorizou a prisão de Davídova por um mês e 25 dias. O motivo foi a suposta comunicação pela dona de casa à embaixada ucraniana, em abril de 2014, de uma transferência de soldados russos em unidade vizinha a sua residência, na cidade de Viazma, a cerca de 250 km da fronteira.

A mulher havia suposto que os soldados pudessem estar sendo enviados a Donetsk, região separatista no leste ucraniano. Foi iniciado então um processo penal contra ela, mas esse foi arquivado pela ausência de elementos que constituam crime.  

O caso ganhou ainda mais repercussão pelo fato de Davídova ser mãe de quatro menores de idade e cuidar ainda de mais três crianças, frutos do primeiro casamento do marido.

 

Originalmente publicado pela agência Ria Nôvosti

 

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