Decreto permite que estrangeiros integrem Exército russo

Estrangeiros até 30 anos podem se alistar desde que falem russo e não tenham antecedentes criminais Foto: TASS

Estrangeiros até 30 anos podem se alistar desde que falem russo e não tenham antecedentes criminais Foto: TASS

O presidente russo Vladímir Pútin assinou um decreto autorizando os cidadãos estrangeiros a servir no Exército e nas tropas do Ministério do Interior da Rússia, de acordo com um documento publicado no site do Kremlin. Medida faz parte de amplo programa de modernização e rearmamento militar.

Os estrangeiros com idades entre 18 a 30 anos podem se alistar no serviço militar sob contrato de cinco anos, com a condição de que falem russo e não tenham antecedentes criminais. O decreto, assinado em 2 de janeiro, foi publicado no site do Kremlin neste fim de semana.

A medida vai permitir que dezenas de jovens das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central e de outras regiões, que hoje se mudam para a Rússia como trabalhadores imigrantes, se inscrevam como soldados – o que provavelmente garantirá salários mais elevados e outros benefícios militares.

A Rússia tem bases militares no Tadjiquistão e na Armênia, e unidades nas regiões separatistas da Transnístria, na Moldávia, bem como na Abecásia e na Ossétia do Sul.

O decreto também permite que os estrangeiros se alistem no serviço nacional de combate a incêndios ou nas tropas do Ministério do Interior – força interna com o objetivo de garantir a ordem e combater insurgências.

O país vem se esforçando para aumentar o número de soldados profissionais no serviço militar como parte de um amplo programa de modernização e rearmamento militar.

O ministro da Defesa, Serguêi Choigu, disse anteriormente que, até 2022, metade das Forças Armadas russas – o equivalente a 500 mil soldados – será composta por contratados.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.