Operação antiterrorista em Grózni termina com 17 mortos

No lugar da Casa da Imprensa, danificada pelo fogo, um novo edifício “melhor e mais bonito” será construído Foto: Reuters

No lugar da Casa da Imprensa, danificada pelo fogo, um novo edifício “melhor e mais bonito” será construído Foto: Reuters

Homens armados explodiram viatura policial e tomaram dois edifícios na capital tchetchena. Operação foi comandada pessoalmente pelo presidente da Tchetchênia, Ramzan Kadirov.

Dez policiais morreram e 20 ficaram feridos nesta quinta-feira (4) durante uma operação contra guerrilheiros islâmicos em Grózni, capital da Tchetchênia. Sete combatentes também morreram durante os confrontos.

A operação especial comandada pessoalmente pelo presidente da Tchetchênia, Ramzan Kadirov, teve início quando um grupo de homens armados matou três policiais de trânsito que tentaram deter o carro suspeito.

Segundo Kadirov, a polícia local havia recebido a informação de que o grupo de terroristas chegara à cidade para realizar uma série de atentados no próximo dia 12 de dezembro, data em que é celebrado o Dia da Constituição russa. “Todas as medidas necessárias para frustrar esses planos foram tomadas”, disse o presidente da Tchetchênia.

Em seguida, os combatentes se refugiaram na Casa da Imprensa. Veículos blindados e divisões do Serviço Federal de Segurança, do Ministério do Interior e do Ministério para Situações de Emergência cercaram o edifício, que foi seriamente danificado por um incêndio em seu interior. Parte do grupo também invadiu uma escola local, que estava vazia no momento do ataque.

A operação para neutralizar os terroristas durou até quase 7 da manhã (horário de Moscou). Três horas depois, o Comitê Nacional Antiterrorismo anunciou que todos os terroristas cercados na Casa da Imprensa haviam sido mortos e que estavam sendo tomadas medidas para neutralizar os agressores na escola.

O movimento Emirado do Cáucaso assumiu a responsabilidade pelos ataques, que teriam sido arquitetados pelo novo líder do grupo, o xeque Ali Abu Muhammad.

As forças de segurança negaram as informações que surgiram nas redes sociais sobre a existência de 200 a 300 terroristas no atentando em Grózni. “Podemos falar em 10 ou 11 elementos. Todo o resto é mentira pura e descarada”, disse à agência de notícias Interfax o representante da sede operacional.

No lugar da Casa da Imprensa, danificada pelo fogo, um novo edifício “melhor e mais bonito” será construído, informou Kadirov. As famílias dos policiais mortos na operação antiterrorista em Grózni receberão 1 milhão de rublos (US$ 18.400).

“Depois de terminada a operação especial, comandada pessoalmente por Ramzan, o líder da Tchetchênia voou para Moscou, onde participou da mensagem [anual] do presidente [Vladímir Pútin à Assembleia Federal]”, disse à RIA Nóvosti o assessor de imprensa de Kadirov, Alvi Karimov.

 

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