Número de ataques terroristas cai 30% no país

Grupos armados ilegais do Cáucaso do Norte vêm tentando desestabilizar outras regiões russas Foto: Reuters

Grupos armados ilegais do Cáucaso do Norte vêm tentando desestabilizar outras regiões russas Foto: Reuters

Autoridades pretendem reforçar combate ao terrorismo no Cáucaso do Norte, que hoje responde por 80% dos atentados na Rússia.

“No ano passado, conseguimos reduzir o número de crimes relacionados com o terrorismo em quase 30%”, declarou o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patruchev, direto da capital tchetchena Grózni nesta quarta-feira (19).

Dos 218 crimes relacionados com o terrorismo em 2013, 214 foram cometidos no Cáucaso do Norte. “O Daguestão é atualmente o centro da atividade terrorista, concentrando cerca de 80% desses crimes no ano passado. Esse é um fato muito preocupante", acrescentou.

Grupos armados ilegais do Cáucaso do Norte tentaram não só desestabilizar a situação no Distrito Federal do Cáucaso do Norte, mas também “expandir a atividade terrorista para além dos seus limites”, disse ele, referindo-se aos atentados na cidade de Volgogrado no ano passado.

Durante a sessão, também foram abordadas formas de brecar o financiamento do terrorismo no Cáucaso do Norte e medidas adicionais contra manifestações extremismo nas regiões russas.

O chefe do Conselho de Segurança informou que aproximadamente 30 facções que financiam terrorismo e grupos armados em operação nas repúblicas caucasianas do Daguestão, Kabardino-Balkária e Karatchai Tcherkéssia foram descobertas no ano passado. “Mas isso não foi suficiente para resolver o problema”, lamentou Patruchev, acrescentando que os canais de apoio financeiro para os grupos ilegais estão sendo obstruídos a um ritmo insatisfatório.

“Essa atividade criminosa baseia-se em uma ampla rede de emissários e intermediários”, continuou. “Precisamos formular medidas que irão criar obstáculos graves para terroristas e seus aliados, e irão desmantelar suas organizações.”

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

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