Mulheres protestam contra proibição de calcinha de renda

Mulheres expressaram indignação e prometeram estocar roupas íntimas nos próximos meses Foto: Dina Baidildayeva / Twitter

Mulheres expressaram indignação e prometeram estocar roupas íntimas nos próximos meses Foto: Dina Baidildayeva / Twitter

As próximas regulações da União Aduaneira que restringem a diversidade de opções de calcinha na Rússia encontraram reprovação maciça, inclusive de manifestantes que foram detidas pela polícia enquanto vestiam roupas íntimas na cabeça. O Ministério da Indústria e Comércio anunciou que tentará derrubar as novas normas depois de receber reclamações dos fabricantes de roupas.

A produção, importação e venda de calcinha de renda sintética serão proibidas na metade deste ano, no âmbito da União Aduaneira entre Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia.

A lei, que entrou em vigor na União Aduaneira em 2012, mas ainda não foi cumprida, vai proibir roupas íntimas que não atingem um limiar de 6% de absorção de umidade, com o intuito de evitar a comercialização de produtos potencialmente prejudiciais aos consumidores.

A absorção de umidade em muitos dos materiais sintéticos mais populares em calcinhas de renda gira em torno de 3%.

“As calcinhas de renda vão desaparecer das prateleiras das lojas a partir de 1o de julho”, disse Váleri Korechkov, ministro para as regulamentações técnicas na União Econômica da Eurásia, órgão que irá suceder a atual União Aduaneira.

“As empresas já deveriam estar seguindo os regulamentos, embora finjam se tratar de algo novo para eles”, acrescentou.

O Ministério da Indústria e Comércio da Rússia anunciou que tentará derrubar as regras da União Aduaneira em relação roupas íntimas depois de receber reclamações por parte dos fabricantes de roupas.

Muitas jovens expressaram indignação com a proibição e prometeram estocar roupas íntimas nos próximos meses.

Porém, a indignação não se limita à Rússia. Mulheres cazaques que também protestavam contra a proibição em Almaty, no domingo passado (16), foram detidas pela polícia depois de usar roupas íntimas amarradas na cabeça.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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