Ativista ortodoxo se reúne com Pussy Riot

Aliókhina e Tolokonnikova irão ajudar Andrêi Kuraev a abrir templos nos locais de detenção e auxiliar os prisioneiros Source: Reuters

Aliókhina e Tolokonnikova irão ajudar Andrêi Kuraev a abrir templos nos locais de detenção e auxiliar os prisioneiros Source: Reuters

No fim de semana passado, o arquidiácono Andrêi Kuraev esteve com Maria Aliókhina e Nadejda Tolokonnikova, as duas integrantes do grupo Pussy Riot libertadas da prisão. Depois da conversa, o representante ortodoxo declarou estar convencido de que elas não voltarão a realizar protesto em igrejas.

Nas fotografias publicadas após o encontro, o missionário ortodoxo Andrêi Kuraev está sentado diante de uma xícara de chá, ao lado de Maria Alekhina e Nadejda Tolokonnikova, sendo que as integrantes da banda punk estão usando trajes austeros. Em seu comentário no "Facebook", o padre Andrêi destaca que está contente, pois elas irão ajudar a abrir templos nos locais de detenção e auxiliar os prisioneiros. De acordo com ele, Aliókhina e Tolokonnikova estão enxergando a diversidade e as mudanças no universo da Igreja.

O Tribunal de Moscou se mostrou mais generoso do que a Igreja de Cristo”, disse o missionário ortodoxo Andrêi Kuraev, durante o julgamento das Pussy Riot no ano passado, ao defender uma pena mais severa para as cantoras que haviam protagonizado um protesto anti-Pútin na Catedral de Cristo Salvador.

No entanto, por iniciativa da revista "Snob", Kuraev encontrou-se recentemente com Maria Aliókhina e Nadejda Tolokonnikova e, ao que tudo indica, a reunião foi bastante tranquila e produtiva. Em sua página no Facebook, o religioso fez questão de destacar que as elas estão  “enxergando a diversidade e as mudanças no universo da Igreja”.

Ainda segundo ele, Aliókhina e Tolokonnikova irão ajudá-lo a abrir templos nos locais de detenção e auxiliar os prisioneiros.

Kuraev esteve no centro das atenções no final do ano passado, quando foi eliminado do quadro de professores da Academia Teológica de Moscou. Apesar de ter declarado ser vítima do “lobby gay”, por revelar que os alunos do Seminário Teológico de Kazan haviam se queixado do assédio sexual por alguns mentores, o porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, Vsévolod Chaplin, justificou o afastamento pelas ausências frequentes do missionário, bem como violações do regulamento. 

 

Com base nos veículos BussinesFM e Vedomosti

 

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