Três dicas para evitar aborrecimentos no metrô de Moscou

Horários de pico devem ser evitados pelos turistas Foto: Reuters

Horários de pico devem ser evitados pelos turistas Foto: Reuters

Apesar de o metrô de Moscou ser bastante seguro, os batedores de carteira e bêbados podem estragar a viagem de qualquer um. Se você estiver pensando em visitar Moscou, siga algumas regras simples para espantar problemas.

1. Assalto em movimento

O Departamento do Interior de Moscou registrou 290 assaltos no metro ao longo de 2013, dos quais 182 foram solucionados. Com a instalação de câmaras de vigilância, a atuação dos assaltantes ficou um pouco mais complicada. Mesmo assim, são muitos os batedores de carteira em estações com grande fluxo de passageiros.

De um modo geral, trabalham em pares, passando os objetos roubados um ao outro. Assim, é praticamente impossível apanhá-los em flagrante. “Não ponham carteiras ou celulares nos bolsos”, alerta Serguêi Piatenko. “Sacolas e mochilas devem ficar à sua frente. Os assaltantes moscovitas são capazes de substituir um celular por um livro de peso igual”.

É difícil distinguir ladrões na multidão, pois geralmente têm boa aparência e idade que varia dos 15 aos 70 anos. Mas os especialistas alertam: é preciso ter todo o cuidado nas estações interligadas às ferrovias, isto é, Komsomolskaia, Kúrskaia, Paveletskaia, Bielorrusskaia e Kievskaia, bem como na grande Biblioteca Ímeni Lénina, em que se cruzam 4 linhas, e nas terminais. “E eles costumam atuar nos horários de pico”, informa Aleksandr Lipatov, vice-chefe de polícia do metrô de Moscou. 

2. Encontro desagradável

“Os bêbados são um perigo”, considera Ian Bird, diretor da Universidade Internacional, em Moscou. “Aconselhamos evitar conflito em qualquer situação, sobretudo quando é evidente que o outro bebeu. A conversa em uma língua estrangeira pode suscitar agressividade.”

Ao se deparar com alguém bêbado, tente passar despercebido. Mas, se o contato for inevitável, não manifeste malevolência. “Em Moscou, pense na maneira de se vestir”, sublinha Lena Shakespeare, professora do mesmo instituto. “Se um passageiro tem ar de turista, é mais provável que atraia o interesse de criminosos”, continua.

Lembre-se também que não é recomendável entrar em um vagão vazio ou com pouquíssimas pessoas.

3. Peça ajuda (ou tente)

Em todas estações há funcionários do metrô e policiais, mas os procedimentos burocráticos podem demorar horas. Não se esqueça de que na polícia não há tradutores. “Aprenda algumas palavras importantes em russo”, recomenda Shakespeare, “porque nem todo mundo sabe falar inglês”. 

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