Legislador quer proibir certos tipos de piada na internet

Pelo projeto de lei, brincadeiras com informações falsas serão equiparadas ao crime de calúnia Foto: Getty Images/Fotobank

Pelo projeto de lei, brincadeiras com informações falsas serão equiparadas ao crime de calúnia Foto: Getty Images/Fotobank

Vitáli Milonov, o legislador do partido governista Rússia Unida que criou a polêmica lei antigay de São Petersburgo, está preparando um projeto de lei que proíbe brincadeiras caluniosas na internet.

A nova lei fará com que a publicação de informações falsas na forma de brincadeira on-line seja igualada ao crime de calúnia, inclusive em relação às sanções.

“Informações falsas podem levar a sérias consequências políticas e econômicas”, disse Milonov. “Os administradores de comunidades nas redes sociais espalham informações falsas, chamando-as de piada.”

O parlamentar pretende apresentar o primeiro esboço do projeto de lei junto a à Assembleia Legislativa de São Petersburgo no dia 10 de setembro, depois de redefinir o conceito de “informações falsas”.

No início deste ano, Milonov foi vítima de uma brincadeira do gênero quando internautas atribuíram a ele a ideia de proibir músicas estrangeiras na rede social Vkontakte.

Esta semana, Milonov entrou novamente no foco da mídia novamente depois de o proprietário do Museu da Autoridade, em São Petersburgo, dizer que o político tinha pedido para a polícia remover alguns quadros do local. A polícia informou que as obras poderiam contrariar a lei de propaganda gay. Mas Milonov negou que a polícia estivesse agindo sob seu comando.

A polícia recolheu quatro pinturas do museu: “Arco-íris Milonov”, um retrato de Milonov combinado com o símbolo do arco-íris do movimento LGBT; “Transvestite”, no qual o presidente Vladímir Pútin e o primeiro-ministro Dmítri Medvedev estão retratados em roupas íntimas femininas; “Sonhos eróticos de Mizulina”, em referência à deputada que coredigiu a lei antigay; e uma imagem com o Patriarca da Igreja Ortodoxa russa coberto de tatuagens.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

 

 

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