Paul McCartney escreve carta em apoio às Pussy Riot detidas

Música defende que "todas as pessoas com compaixão e bondade" Foto: Reuters

Música defende que "todas as pessoas com compaixão e bondade" Foto: Reuters

Músico solicitou às autoridades para considerar a liberdade condicional de Maria Aliokhina e Nadejda Tolokonnikova.

O ex-Beatle Paul McCartney escreveu cartas a autoridades russas em apoio a duas integrantes do grupo punk Pussy Riot, que foram presas em agosto passado sob acusação de vandalismo motivado por ódio religioso.

O músico solicitou às autoridades russas para considerar a liberdade condicional de Maria Aliokhina e Nadejda Tolokonnikova, que cumprem pena de dois anos por entoar uma oração punk contra o presidente Vladímir Pútin na Catedral de Cristo Salvador, no centro de Moscou.

“Levando em conta a justiça pela qual o povo russo (muitos dos quais são meus amigos) é tão famoso, acredito que a concessão desse pedido iria enviar uma mensagem muito positiva para todas as pessoas que acompanham o caso”, escreveu McCartney.

“Tenho uma relação de longa data com os russos e, com isso em mente, estou fazendo o seguinte apelo em amizade a muitos conhecidos russos que, como eu, acreditam no tratamento de todas as pessoas com compaixão e bondade”, continuou o cantor.

Aliokhina, 24, anunciou uma greve de fome nesta quarta-feira (23) depois de um tribunal regional negar seu acesso à audiência onde reivindicava liberdade condicional. Tolokonnikova, 23, teve a liberdade condicional negada por um tribunal na República de Mordóvia em abril passado.

Em outubro de 2012, o tribunal de Moscou alterou a sentença de prisão de dois anos para a terceira membro Pussy Riot detida, Ekaterina Samutsevitch, e libertou-a imediatamente. A decisão foi tomada com base nos argumentos de seus novos advogados de que ela teria sido capturada pelos seguranças antes mesmo de chegar ao altar e, portanto, foi impedida de cometer qualquer ofensa.

O caso Pussy Riot tem atraído uma atenção sem precedentes da mídia, além de críticas da comunidade internacional. Mesmo assim, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo classifica as observações contrárias como “sem fundamento”. As autoridades alegam que o ato da banda não teve nada a ver com apresentação artística, e foi “um insulto a milhões de cristãos ortodoxos”. A banda, por sua vez, garantiu que a performance não visava insultar os sentimentos dos fiéis.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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