Ambientalistas se esforçam para recuperar leopardos

Novos filhotes serão levados para o Cáucaso depois de aprenderem a caça Foto: AP

Novos filhotes serão levados para o Cáucaso depois de aprenderem a caça Foto: AP

Dois leopardos-persas foram transportados de Lisboa a Sôtchi para ajudar na reprodução dessa subespécie ameaçada de extinção. Especialistas do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) da Rússia têm expectativa de 4 a 6 novos filhotes em 2013.

No Cáucaso do Norte, região no sul da Rússia, há uma população de 30 leopardos-persas, uma subespécie de leopardo incluída na lista vermelha de animais ameaçados de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

Na época da descoberta, foi um alívio tanto para as autoridades federais como para a sucursal russa da WWF estavam muito preocupados com o futuro desse predador raro. “O aparecimento do leopardo na reserva florestal não é acidental, já que aqui vive um grande número de animais que poderiam ser potenciais vítimas dessa espécie”, afirma o porta-voz do Ministério da Natureza da Rússia, Anton Berséniev.

Atualmente, a WWF Rússia, junto com o Ministério da Natureza da Rússia, a Academia de Ciências da Rússia e o jardim zoológico de Moscou, está realizando um projeto para restaurar a população do leopardo-persa no sul da Rússia. Uma das iniciativas planejadas é a libertação dos filhotes de leopardo que hoje vivem nas jaulas no Parque Nacional de Sôtchi.

Nesse centro de reabilitação de leopardos, vivem dois machos, General e Alous, que foram trazidos do Turcomenistão em 2009, e duas fêmeas, Cherry e Mino, transferidas do Irã em 2010. No entanto, até agora esses animais não formaram casais e, para acelerar o projeto, a WWF organizou a transferência de leopardos do Jardim Zoológico de Lisboa.

“Desde o começo do programa, decidimos que seriam usados animais tanto da natureza como de zoológicos. Prevemos de 4 a 6 filhotes ao longo do próximo ano, que serão liberados 18 meses depois do nascimento”, explica o diretor da WWF Rússia, Ígor Chéstin. Na sequência, os leopardos transportados voltarão a Lisboa.

Todos os filhotes nascidos em 2013 vão aprender a caçar em Sôtchi e depois serão levados à Reserva Natural do Cáucaso.

 O leopardo-persa (Panthera pardus ciscaucasica) foi quase extinto no Cáucaso entre o final do século 19 e o início do século 20. Antes disso, o habitat dessa subespécie se estendia do Cáucaso do Norte ao mar Vermelho e do Bósforo ao Paquistão. De acordo com os dados da WWF, existem menos de 350 leopardos-persas no mundo inteiro: cerca de 30 vivem na região do Cáucaso, 200 no Irã e 110 no Turcomenistão.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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