Universidade Estatal de Moscou fica entre as 50 melhores do mundo em ranking inglês

Universidade Estatal de Moscou Foto: Cody White

Universidade Estatal de Moscou Foto: Cody White

Única universidade russa da lista, ela ocupou o 50º lugar do Times Higher Education, com uma pontuação de 6,5.

A Universidade Estatal de Moscou (MGU, na sigla em russo) voltou à lista da Times Higher Education, que classifica as melhores instituições de ensino superior do mundo.

Única universidade russa da lista, ela ocupou o 50º lugar, com uma pontuação de 6,5. Os cinco primeiros lugares são, respectivamente, a Universidade de Harvard, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), a Universidade de Cambridge, a Universidade de Oxford e Berkeley.

No ano passado, a MGU nem constou na classificação.

"Isso significa, evidentemente, reputação e um sinal para os empregadores. Também é significativo para os estudantes estrangeiros. Mas, em geral, eu não exageraria na corrida pelas classificações. O mais importante é que a universidade funcione bem e de forma estável”, disse Alexander Sadovnichiy, reitor da MGU, em uma entrevista à revista “Kommersant FM”.

" A Universidade de Moscou sempre ocupou um lugar elevado do ponto de vista de reputação internacional. Somos procurados por estrangeiros, que são cerca de 7 mil hoje, sem  levar em conta os países da CEI (Comunidade de Países Independentes). Mas claro que a MGU tem consistentemente sido incluída entre as cem, de acordo com as classificações de Shanghai, Webometrics e Times. Acredito que isso aumenta o número de estudantes estrangeiros que desejam vir para cá”,  acrescentou.

A classificação do Times baseia-se em uma pesquisa realizada por cientistas de renome, que usam um método bastante complexo. O último levantamento foi realizado entre março e abril do ano passado: foram recebidas 16.639 respostas de 144 países –21,1% das respostas eram relativas a ciências sociais, 21,3% a tecnologia e engenharia, 18% das respostas eram relacionadas às ciências naturais, 15,4% a ciências médicas, 12,7% biológicas e a menor parte, 10.5%, a artes e humanidades.

Os acadêmicos eram questionados sobre assuntos dentro de seus campos de atividade e deviam citar os nomes de não mais de 15 instituições de pesquisa e de formação, com base na sua experiência pessoal, que considerassem como as melhores.

Houve também perguntas especiais como "Para qual Universidade você teria enviado seu melhor graduando para um curso de pós-graduação?".

De acordo com Sadóvnichi, uma destas questões tornou-se o motivo pelo qual a MGU não foi classificada no ano passado.

"No ano passado, nos opusemos à formulação de uma das questões feitas pelos peritos. E eles concordaram conosco. A pergunta era: ‘Você enviaria um aluno seu para um pós-doutorado na Universidade de Moscou?’ Dissemos que aqui a noção de um pós-doutorado não é muito aceita e que na Universidade de Moscou este curso nem existe. Pedimos que a pergunta fosse feita de outra forma: ‘Você está pronto para aceitar um graduado com pós-doutorado da Universidade Estatal de Moscou em seu laboratório?’ Esta é uma abordagem completamente diferente porque os nossos alunos trabalham com sucesso praticamente em qualquer laboratório do mundo”, conta.

 

Reportagem com material do Kommersant

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