Saiba quais são os principais eventos na área da ecologia para 2013

Foto: Bezrukov & Bashnaeva

Foto: Bezrukov & Bashnaeva

Entre as novidades que os ambientalistas russos podem esperar estão novos acordos internacionais e projetos de lei "verdes"

O ano de 2013 será marcado como o da proteção ao meio ambiente na Rússia.

Entre as novidades que os ambientalistas russos podem esperar estão novos acordos internacionais e projetos de lei "verdes", a saída da política climática dos trilhos do Protocolo de Kyoto, batalhas por uma indústria e energia ecologicamente limpas, bem como várias reuniões relacionadas a proteção dos animais.

Ano da proteção ambiental

Em 2013, a Rússia realizará um número considerável de eventos internacionais na área de proteção ambiental. Em fevereiro, São Petersburgo vai sediar a Conferência dos Estados da região do Báltico para a Proteção da Ecologia do Báltico. No primeiro semestre do ano Moscou sediará a Conferência Geral da Rússia sobre a Proteção das Florestas.

O Ministério da Educação e Ciência (Minobrnauka) e a Agência de Monitoramento de Hidrometeorologia e do Meio Amgiente (Roshidromet) devem organizar em julho e agosto expedições marinhas voltadas para o estudo e a preservação do meio ambiente dos mares Báltico, de Barents, Branco e de Kara.

Em edifícios ocupados por autoridades federais executivas espera-se implementar o recolhimento seletivo de resíduos. Será criada uma linha direta do "telefone verde", que os cidadãos poderão utilizar para fazer perguntas e reclamações sobre ecologia e proteção ambiental.

O evento final será um encontro entre ecologistas, que resumirá os eventos do ano e determinará planos para o futuro.

Planos

Duas semanas antes do final de 2012, o governo aprovou um plano de ação para a implementação das bases para a política governamental na área do desenvolvimento ambiental da Federação Russa para até 2030.

Neste ano, o Ministério de Recursos Naturais deverá preparar os projetos de lei sobre a ratificação da Convenção de Aarhus e da Convenção de Espoo, bem como o projeto de lei sobre auditorias ambientais.

Além disso, apresentará no próximo ano um relatório sobre a harmonização de leis voltadas à ecologia, nos moldes do processo de adesão da Rússia à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), bem como suas sugestões sobre "atualização de normas legais e outros atos, que asseguram o desenvolvimento ambiental" do país.

A Rússia sem Kyoto

Por decisão das partes do Protocolo de Kyoto, desde a meia-noite de 1º de janeiro está em vigor o segundo período de compromissos referentes ao mesmo. Não para a Rússia.

A Federação Russa, juntamente com Japão e Nova Zelândia, recusou-se a aceitar os novos compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos moldes do protocolo antes do ano 2020.

No entanto, a Rússia, ao contrário do Canadá, não saiu formalmente do acordo. Além disso, como repetidamente afirmaram os representantes da delegação russa nas conversações da ONU, a Federação Russa continuará a seguir as regras do protocolo de acordo com o relatório anual sobre o volume das emissões.

A rejeição a Kyoto-2, no entanto, fechará o caminho para os projetos de Kyoto de execução conjunta, tendo sido acumulados mais de 150 ao longo do ano de 2010, com o volume total da redução de emissões de cerca de 380 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Mercúrio em escala global

O ano de 2013 promete um novo acordo ambiental internacional para reduzir a utilização de mercúrio na indústria, bem como a eliminação da contaminação pelo mercúrio.

Segundo o Ministério de Recursos Naturais, por enquanto as negociações são "muito difíceis e tensas", principalmente devido aos diferentes níveis de desenvolvimento dos países e à tarefa de enorme complexidade de diminuição gradual na utilização de mercúrio.

Protestos contra o níquel

Um dos principais “pontos quentes” ambientais deste ano poderá ser a região de Novokhopersky, do distrito de Voronezh, cujos habitantes estão protestando contra o desenvolvimento de minas de níquel.

Os moradores da região, que durante todo o ano de 2012 participaram de protestos em massa, iniciaram a realização de um referendo no final de dezembro.

Seus defensores argumentam que o desenvolvimento da mina ameaça a planície de inundação do rio Khoper e da bacia do Mar de Azov e afirmam que os danos que serão causados à agricultura da região serão muito maiores do que os benefícios trazidos pelas minas de cobre e níquel.

Energia renovável

No início de outubro de 2012, o governo da Federação Russa adotou um conjunto de medidas para estimular o desenvolvimento da energia renovável.

Muitos participantes do mercado acreditam que este pacote de medidas finalmente poderá tirar do ponto morto o desenvolvimento de energias renováveis na Rússia, que, de acordo com os planos do governo, a partir de 2009 até o final da década deverá fornecer 4,5% da eletricidade gerada no país.

No entanto, de acordo com o Ministério de Energia, em 2010, o indicador era de aproximadamente 0,9%. Muitos especialistas dizem que o plano já falhou e que o rápido desenvolvimento de fontes de energia renováveis na Rússia provavelmente começará somente no final dos anos 2020 .

Reunião do urso branco

No outono, a Rússia poderá  receber a reunião internacional sobre a preservação do urso polar, cuja sobrevivência está ameaçada, como resultado da mudança climática global,  segundo o diretor do WWF (World Wildlife Fund), Igor Chestin.

"No próximo ano, o acordo sobre os ursos polares fará 40 anos, e a reunião será realizada na Rússia. Se isso será uma reunião de alto nível ou não, depende das pessoas que tomam as decisões”, pensa Chestin.

Pantera da neve no Quirguistão

No outono, o Quirguistão poderá promover uma reunião internacional sobre a preservação de panteras da neve em ambiente selvagem.

O fórum poderá acontecer juntamente com o encontro da organização de Cooperação de Xangai (SCO), uma vez que 10 dos 12 países da área geográfica da pantera da neve são membros ou observadores da organização.

Ecologia da Gazprom

A Gazprom substituirá os automóveis atuais por outros com combustível a gás instalará painéis de baterias solares em sítios de exploração e transporte de gás para a produção de eletricidade para necessidades próprias.

A empresa promete plantar mais de 100 mil árvores e melhorar mais de 2.000 hectares de faixas costeiras e áreas urbanas e florestais.

Os ambientalistas, por sua vez, conclamam a empresa para "dar um presente de importância mundial" e abandonar a instalação do gasoduto de exportação para a China através do planalto Ukok, que faz parte do patrimônio natural mundial Montanhas Douradas do Altai.

 

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

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