Pútin dá pistas de quinto soldado russo morto na Síria

Oficialmente, morte de militar não foi anunciada, mas viúva esteve em cerimônia oficial no Kremlin

Oficialmente, morte de militar não foi anunciada, mas viúva esteve em cerimônia oficial no Kremlin

Kremlin.ru
Em cerimônia oficial nesta quinta-feira (17), presidente se dirigiu a viúvas de militares mortos.

O presidente russo Vladímir Pútin confirmou nesta quinta-feira (17), a morte de um quinto soldado russo na Síria, Fiódor Juravliov. Durante recepção no Kremlin para conferir condecorações aos participantes das operações, Pútin dirigiu-se às viúvas de militares mortos na Síria, entre elas, Iúlia Juravliova.

Até o momento, porém, não houve pronunciamento oficial sobre a morte de Fiódor Juravliov. A investigação das circunstâncias de sua morte foi realizada pelo Conflict Intelligence Team, que afirma que o soldado teria morrido antes de 19 de novembro de 2015.

Além de Iúlia Juravliova, estiveram presentes à cerimônia as viúvas de outros três militares mortos: Oleg Pechkov, Aleksandr Pozinitch e Ivan Tcheremissin.

Pechkov era piloto do bombardeiro Su-24 e foi morto sob fogo turco em 24 de novembro de 2015. Poxinitch era soldado de infantaria e morreu em operação para o salvamento de um piloto de avião abatido.

Já Tcheremissin era conselheiro militar, e morreu em 1 de fevereiro de 2016. Oficialmente, o Ministério da Defesa também não citou seu nome, mas comunicados do órgãos dizem que ele "executou suas tarefas de prestar auxílio ao Exército sírio na assimilação de novo armamento". Em seguida, seu nome foi citado na mídia no rol de mortos em combate.

"Nesta sala estão Elena Iúrevna Pechkova, Valentina Mikhailovna Tcheremissina, Irina Vladimirovna Pozinitch e Iúlia Igorevna Juravliova, viúvas de nossos companheiros mortos em combate contra os terroristas. Entendo que, para os familiares, próximos e amigos dos companheiros mortos Oleg, Ivan, Aleksandr, Fiódor sua partida é uma perda irrecobrável. Todos nós recebemos o ocorrido como um desastre pessoal. Por isso também, chamei seus maridos, pais, filhos, pelo nome", disse Pútin durante a cerimônia.

A operação armada russa na Síria iniciou-se oficialmente em 30 de setembro de 2015 a pedido do governo sírio. A partir de 15 de março de 2016, iniciou-se a retirada dos militares russos da síria. Pútin declarou que, durante o período em que durou a operação, a Rússia "cortou o mal pela raiz na situação" na guerra contra o terrorismo e criou condições para o início de um processo de paz. 

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