Kremlin se coloca contra criação de zonas livre de aviação na Síria

A proposta foi apresentada pela chanceler alemã Angela Merkel.

A proposta foi apresentada pela chanceler alemã Angela Merkel.

AP
Porta-voz de Pútin diz que iniciativa na fronteira turco-síria atravancaria a luta contra o terrorismo. Proposta foi apresentada pela chanceler alemã Angela Merkel.

O porta-voz do presidente russo Vladímir Pútin, Dmítri Peskov, declarou nesta quinta-feira (18) que a criação de uma zona livre de aviação na fronteira turco-síria impediria a luta contra o terrorismo.

"Acontece que ocorrem ali muitas atividades direcionadas à luta contra as organizações terroristas, que se escondem naquela região (...) Por isso, dificilmente tais iniciativas permitiriam que obtivéssemos resultados na luta contra o terrorismo", disse Peskov.

A proposta foi apresentada pela chanceler alemã Angela Merkel. Segundo ela, os ataques aéreos efetuados pela Rússia e pelas forças de Bashar al-Assad "não correspondem com a resolução da ONU de dezembro e, dessa maneira, com os esforços para a diminuição do nível de agressão".

Ela disse ainda que um bom sinal de mudança seria "se fosse assinado acordo entre Assad e os aliados e a coalizão contra o EI" que criasse "algo como uma zona livre de voos, onde não houvessem bombardeios, onde a população civil não ficasse submetida a pressões e assassinatos" no território entre Aleppo e a fronteira da Turquia.

Os Estados Unidos tampouco aprovaram a ideia. O porta-voz do Exército norte-americano coronel Steve Warren disse que o momento não é bom para a realização de tal projeto, que demandaria grandes investimentos, tanto com o emprego de pessoal, como de equipamento.

Com material da agência Tass.

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