Moscou cobra provas da Otan sobre ataque a hospital na Síria

Operação russa na Síria teve início em 30 de setembro

Operação russa na Síria teve início em 30 de setembro

mil.ru
Pasta da Defesa exige a apresentação de provas ou a divulgação de um comunicado oficial desmentindo a notícia de que aviões russos teriam bombardeado hospital no país árabe. Prazo “de alguns dias” não deve, porém, gerar resposta de países da aliança.

O Ministério da Defesa russo chamou na terça-feira (27) os adidos militares dos países da Otan e da Arábia Saudita para receber explicações e exigir a apresentação de provas sobre a notícia dos supostos ataques de aviões russos a hospitais na Síria.

“Convidamos os adidos militares dos EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Arábia Saudita, Turquia e do bloco da Otan, e pedimos a eles que nos apresentassem fundamento oficial do conteúdo dessas declarações ou que seja feita uma retratação”, disse, após a reunião, o vice-ministro da Defesa russo Anatóli Antonov.

Para a pasta da Defesa, “alguns dias são suficientes” para a apresentação dessas provas ou divulgação de uma nota desmentindo a notícia. “Estamos investigando todas essas declarações sobre os supostos ataques aéreos russos a alvos civis”, completou Antonov.

A existência ou a apresentação de tais provas são contestadas, contudo, pelo presidente honorário do Conselho para Política Externa e Defesa e dirigente na Escola Superior de Economia, Serguêi Karaganov.

“Por enquanto, eu não daria mais importância a essa notícia do que ela merece. É apenas uma das dezenas que fazem parte da guerra de propaganda. Mas, quando mentem, é preciso dizer que estão mentindo”, disse Karaganov à Gazeta Russa.

“As forças da Otan já destruíram dois hospitais – um no Afeganistão e outro no Iêmen – e agora isso é uma tentativa de encobrir os seus fracassos”, acrescentou Karaganov.

O especialista acredita que, diante das demandas apresentadas pela Rússia, as autoridades da Otan vão alegar que as informações ainda não foram ainda confirmadas. “E é muito pouco provável que voltem a jogar essa carta outras vezes no futuro, como aconteceu com a história do Boeing malaio abatido.”

Na semana passada, a organização Observatório Sírio de Direitos Humanos divulgou que ao menos 13 pessoas tinham morrido em um bombardeio contra um hospital no noroeste da Síria, que era administrado pela Sociedade Médica Síria-norte-americana (SAMS, em inglês).

“Treze pessoas morreram nos ataques aéreos russos na terça-feira (20) em um hospital de campanha na localidade de Sarmine, na província de Idleb, incluindo um fisioterapeuta, um guarda e um membro da Defesa Civil”, informou a ONG.

“Quero negar todas essas informações”, rebateu a porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Maria Zajarova, em uma coletiva de imprensa, afirmando estar admirada com “a imaginação” dos autores da notícia.

 

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