Acordo para segurança aérea na Síria entra em vigor

Em coletiva, Konachenkov destacou que documento deve englobar “todos os países da coalizão anti-Estado Islâmico”

Em coletiva, Konachenkov destacou que documento deve englobar “todos os países da coalizão anti-Estado Islâmico”

Aleksander Vilf/Ria Nôvosti
Memorando estabelece distância segura entre aviões da Rússia e dos EUA durante os bombardeios ao território sírio, mas não prevê troca de informações de inteligência ou sobre alvos no país árabe.

O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Rússia, que foi assinado e entrou em vigor na própria terça-feira (20), estabelece medidas de segurança para evitar colisões entre as forças aéreas dos dois países.

“Com as assinaturas de hoje, o memorando de entendimento já está em vigor”, disse o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, acrescentando que “a pedido da parte russa”, o texto do documento não será publicado. Também não foi informada a distância exata determinada.

Segundo o acordo, os pilotos norte-americanos e russos devem repassar informações sobre suas posições antes de realizar bombardeios à Síria. A ideia é que militares dos dois países estabeleçam, em um futuro próximo, canais de comunicação em operação 24 horas por dia.

O memorando não prevê, no entanto, qualquer cooperação no intercâmbio de informações de inteligência ou relativas aos alvos no país árabe.

“Esperamos que esse documento se alargue à aviação de todos os países da coalizão anti-Estado Islâmico”, destacou o general Igor Konachenkov, representante do Ministério de Defesa russo.

Na semana passada, Washington declarou que aviões dos dois países haviam entrado no mesmo espaço de batalha e ficado “a poucos quilômetros um do outro”.

Desde 30 de setembro, a Rússia realiza ataques aéreos à Síria, alegando ter como alvo outros grupos fundamentalistas além do EI. Já os Estados Unidos, que encabeçam uma coalizão internacional na região há mais de um ano, garantem que Moscou bombardeia sobretudo as forças da oposição que lutam pela queda do presidente sírio Bashar al-Assad.

 

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