Naválni não poderá concorrer à presidência em 2018

Segundo comitê de campanha, agitação pré-eleitoral de opositor não cessará.

Segundo comitê de campanha, agitação pré-eleitoral de opositor não cessará.

Zamir Usmanov/Global Look Press
Opositor foi condenado novamente por caso ‘Kirovles’ nesta quarta-feira (3).

O tribunal de Kirov (791 quilômetro a nordeste de Moscou) manteve veredito contra o político russo Aleksêi Naválni, fundador do “Fundo de luta contra a corrupção” em caso por desvio de fundos, rejeitando sua apelação. Pela sentença, Naválni deve ficar em liberdade condicional por cinco anos.

Assim, o oposicionista não poderá participar das eleições de março de 2018, já que respondeu por crime grave do Código Penal.

Naválni e os tribunais

Naválni é julgado em Kirov desde 2013. Então, o político também foi condenado a cinco anos de condicional por danos causados em 2009 à companhia “Kirovles”, de quem ele teria comprado uma produção de madeira a preços abaixo do mercado.

Em 2016, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu que a sentença era injusta e os atos de Naválni, não diferentes de outras atividades empreendedoras. O resultado continuava sem modificações em fevereiro de 2017, com mais cinco anos de condicional ao opositor.

O político e seus partidários ressaltaram diversas vezes considerar o caso como político, mas representantes do governo russo rejeitam essas afirmações.

Naválni, que anunciou ainda em 2016 que concorreria para presidente em 2018, já depois da segunda condenação no caso “Kirovles”, disse que a campanha continuaria.

Campanha independente de sentença

A situação não muda agora também, quando a sentença passa a valer. “A campanha presidencial de Naválni não depende do veredito do caso ‘Kirovles’, nunca dependeu”, escreve na publicação “Mediazon” Leonid Volkov, chefe do comitê de campanha de Naválni.

O advogado do opositor, Vadim Kobzev, declarou que Naválni vai recorrer mais uma vez ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. As atividades para a candidatura de Naválni continuam, e novos escritórios de campanha abrirão pela Rússia.

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