Kremlin nega ataque à Polônia sugerido nos EUA: ‘Análise de loucos’

Envolver a Rússia nas eleições dos EUA é “brincadeira comum”, segundo Peskov

Envolver a Rússia nas eleições dos EUA é “brincadeira comum”, segundo Peskov

Serguêi Guneev/RIA Nôvosti
Após grupo de militares anunciar risco de invasão repentina pela Rússia, porta-voz do Kremlin refutou acusação e comentou menções ao país na corrida eleitoral nos EUA.

As recomendações de especialistas militares norte-americanos a Varsóvia sobre como agir no caso de um ataque russo à Polônia são fruta de uma “análise de loucos”, rebateu o porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov, a jornalistas nesta terça-feira (26).

Segundo um documento de 25 páginas produzido pelo grupo independente Conselho do Atlântico, com sede nos EUA, a Otan necessita enviar mais mísseis de dissuasão à região, uma vez que a Rússia poderia invadir a Polônia “da noite para o dia”.

“Mesmo que Moscou não tenha a intenção imediata de desafiar a Otan diretamente, isso pode mudar inesperadamente, da noite para o dia, e pode ser realizada com grande velocidade, seguindo planos já preparados”, lê-se no relatório.

O documento diz ainda que não se pode prever quando se dará a invasão russa, mas esta poderia ocorrer quando a aliança estiver “distraída com outra crise” ou como reação a um “erro de percepção das atividades da Otan”.

Rússia na corrida dos EUA

Ainda nesta terça, Peskov classificou as tentativas de usar a Rússia nas campanhas eleitorais nos Estados Unidos como uma “brincadeira comum”.

“Em geral, ainda vemos tentativas maníacas de usar o tema Rússia na campanha eleitoral nos EUA”, disse o porta-voz do Kremlin, antes de negar as acusações de envolvimento russo no vazamento de e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) .

Outro exemplo de boato, segundo Peskov, foi a recente notícia de que o chefe da Administração Presidencial da Rússia, Serguêi Ivanov, teria se reunido com o assessor de política externa do candidato republicano Donald Trump em Moscou.

“Perguntei a Ivanov se ele se encontrou com essa pessoa. Ele me disse que nem comenta sobre tal absurdo”, destacou o porta-voz do Kremlin.

Com material da agência de notícias Tass

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