Em Pequim, Pútin e Xi Jinping assinam 30 acordos bilaterais

Pútin (esq.) e Xi Jinping se cumprimentam antes de reunião na capital chinesa

Pútin (esq.) e Xi Jinping se cumprimentam antes de reunião na capital chinesa

kremlin.ru
Contratos assinados após reunião entre líderes da Rússia e China incluem setores como comércio, infraestrutura, tecnologia, agricultura, finanças e energia.

Em visita oficial à China, o presidente russo Vladímir Pútin e seu homólogo chinês Xi Jinping discutiram projetos em áreas diversas e participaram da celebração de 30 acordos de parceria entre os países. Um memorando para produção e reserva conjunta de gás se destacou nas negociações.

O documento, assinado no sábado (25) em Pequim, pelos presidentes da gigante russa Gazprom, Aleksêi Miller, e da China National Petroleum Corporation (CNPC), Wang Yilin, estipula a criação de uma joint venture para a produção de gás e armazenamento subterrâneo de gás na China.

“As partes vão estudar as perspectivas de cooperação na criação de reservatórios subterrâneos para armazenar gás natural em território chinês”, lê-se em um comunicado divulgado pela Gazprom.

Uma análise das condições geológicas, tecnológicas e econômicos será conduzida nas cidades chinesas Daqing, Jiangsu e Baiju para avaliar a possibilidade de construção dos reservatórios. Até o final de agosto, as partes vão estudar e definir os projetos para construção de termelétricas.

“O diálogo russo-chinês na esfera do gás engloba novos rumos. A nossa cooperação no armazenamento subterrâneo e na geração de energia contribuirá para aprofundar ainda mais a parceria entre as empresas e uma melhoria significativa da situação ambiental na China”, disse Miller.

A Gazprom e a CNPC assinaram, em maio de 2014, um contrato de US$ 400 bilhões para fornecimento de gás à China via rota oriental nos próximos 30 anos. O acordo prevê o envio de 38 bilhões de metros cúbicos de gás russo por ano através do gasoduto “Poder da Sibéria”.

Em novembro do mesmo ano, as empresas assinaram um acordo-quadro para o fornecimento de gás natural da Rússia à China através da rota ocidental. No entanto, o abastecimento por meio deste gasoduto só será possível a partir de 2020, com capacidade estimada de 30 bilhões de metros cúbicos ao ano.

Entre outros compromissos assumidos no sábado estão um estudo de viabilidade para uma instalação petroquímica no leste da Sibéria, assinado entre a estatal russa Rosneft e a chinesa Sinopec; um acordo para reembolso antecipado de um empréstimo concedido para a construção de uma usina nuclear na Rússia; e a aprovação de um plano para desenvolver operações de seguros conjuntas entre o Banco Central da Rússia e da Comissão Reguladora de Segurança da China no período de 2016 a 2018.

Helicóptero conjunto

Os governos russo e chinês também assinaram um contrato de parceria para a construção de um helicóptero civil pesado.

Segundo o acordo, a holding Russian Helicopters, que faz parte da estatal russa Rostec, fornecerá as tecnologias, além de desenvolver uma proposta técnica e sistemas separados do novo veículo.

O lado chinês, por sua vez, irá organizar e executar o programa, incluindo a produção e promoção do helicóptero e a coordenação dos trabalhos.

O peso de decolagem da nova aeronave deverá ser de 38,2 toneladas, e a capacidade de elevação, de 10 a 15 toneladas. A expectativa é atinja uma velocidade de 300/hora, com autonomia de voo próxima dos 630 km.

Com material da agência de notícias Tass

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