Dilma Rousseff afirma que Brics ‘assustou’ alguns países

Dilma sobre o Brics: “Somos uma aliança intercontinental”

Dilma sobre o Brics: “Somos uma aliança intercontinental”

Roberto Stuckert Filho/PR
Em entrevista a jornal russo, presidente afastada Dilma Rousseff falou sobre continuidade do grupo, crise motivada por grandes potências e seu apreço por São Petersburgo.

O surgimento do Brics foi um evento sem precedentes nos assuntos internacionais que “assustou” alguns países, mas a associação irá perdurar, declarou a presidente afastada Dilma Rousseff, em uma entrevista exclusiva ao jornal “Rossyiskaya Gazeta”. O grupo informal é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“A criação do Brics foi um acontecimento de importância sem precedentes no cenário internacional. A emergência do Brics, e o grupo G20 foi o pico do ponto de vista dos processos multilaterais e para construir um mundo multipolar”, disse Rousseff.

“Devo dizer que a criação do Brics realmente assustou alguns países, e nós sabemos disso. Pensar que este quinteto vai desmoronar ou desaparecer equivaleria a cometer um erro geopolítico estratégico imperdoável”, acrescentou a presidente afastada.

Todos os países-membros do grupo vivenciam atualmente algum problema econômico decorrente da crise induzida pelas grandes potências econômicas, segundo Dilma.

“Cada um dos nossos países está atualmente enfrentando dificuldades econômicas causadas pela crise, em primeiro lugar, que ‘eles’ criaram. Mas vamos superar esta crise e sair dela ainda mais fortes do que antes. Afinal de contas, a base de nossa união está na natureza estratégica da relação, somos uma aliança intercontinental”, disse Rousseff.

Países do bloco sairão "mais fortes" após crise econômica, disse Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PRPaíses do bloco sairão "mais fortes" após crise econômica, disse Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ainda durante a entrevista, a presidente afastada revelou que São Petersburgo está entre as suas três cidades europeias prediletas, junto com Paris e Praga. 

“Eu realmente gosto de São Petersburgo. É uma cidade bonita, o Teatro Mariínski e o Museu Hermitage. E, sim, sei como este museu é enorme, e eu me lembro bem dos chinelos de lã que dão na entrada para evitar riscar o chão, porque até mesmo o piso é extraordinariamente bonito.”

Com material do jornal Rossyiskaya Gazeta

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