Moscou investirá US$ 960 milhões na reconstrução da Síria

Sírios permanecem em edifícios destruídos do bairro de Salah ad-Din, em Aleppo, um dos mais afetados pela guerra

Sírios permanecem em edifícios destruídos do bairro de Salah ad-Din, em Aleppo, um dos mais afetados pela guerra

Mikhail Voskresenski/RIA Nôvosti
Contratos firmados visam ao restabelecimento de malha energética e produção petrolífera.

O premiê sírio Wael Al-Halqi anunciou na última segunda-feira (25) que o país assinou um acordo com a Rússia para a restauração da infraestrutura no país. O investimento russo na reconstrução do país estaria na casa dos 850 milhões de euros (R$ 3,4 bilhões).

A tarefa mais urgente seria a restauração do abastecimento de energia e da indústria petrolífera.

"A parte russa se manifestou positivamente quanto à ideia de restaurar a infraestrutura do país e, como resultado, fechamos diversos acordos com eles, entre eles, acordos de 600 e de 250 milhões de euros", disse Al-Haiqi à agência de notícias Ria Nôvosti.  

O principal objetivo é restaurar a malha energética destruída, restabelecer a produção petrolífera e as usinas de refinamento.

"Mais de 60% das usinas não estão funcionando no momento e precisam de combustível para começar a operar", diz Al-Haqi.

Apesar disso, a malha energética do país não está completamente destruída.

"Existe uma rede ligando o norte, a partir de Qamishli, até o sul, a cidade de Daraa", disse. "Ainda há abastecimento de energia. Mas a produção de eletricidade é baseada em combustível, e o setor do petróleo sofreu ainda mais com o terrorismo que o setor de eletricidade", explica o premiê.

As plantas de refinamento do país, que eram controladas pelo governo, estão no limite de produção, já que o país precisa de 35 mil toneladas de petróleo por dia.

"Hoje, estamos refinando esse volume para usá-lo 24 horas por dia por um mês, para que o processo não seja interrompido", diz.

Damasco também pretende retomar as operações rotineiras das instituições financeiras do país, o que demandará o levantamento de diversas sanções colocadas no início da guerra civil, entre 2011 e 2012.

"Levando em conta que a Síria não está isolada do mundo e manteve ligações financeiras fortes com a maior parte dos países e também gozou de uma reputação financeira sonora, planejamos começar o processo de levantamento de sanções sobre transações financeiras da Síria com o mundo externo", disse Al-Halqi.

Publicado originalmente pela agência Ria Nôvosti.

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