7 temas polêmicos abordados por Pútin em ‘Linha Direta’

Em 4 horas, foram mais de 1 milhão de questões de todos os cantos do país

Em 4 horas, foram mais de 1 milhão de questões de todos os cantos do país

Aleksandr Vilf/RIA Nôvosti
Durante tradicional programa de perguntas e respostas nesta quinta-feira (14), o presidente russo debateu questões como crise econômica, doping de atletas russos, escândalo de empresas offshore e campanha na Síria, entre outros assuntos controversos.

1. Escândalo do ‘Panama Papers’

“A informação [sobre as sociedades anônimas e o relatório do ICIJ] é confiável. Os resultados da pesquisa não acusam ninguém em particular, só lançam sombras. Creio que esta pesquisa não seja obra dos jornalistas, mas de advogados.” 

“Não entra na cabeça deles que o meu amigo Serguêi Pavlovitch Roldúguin tenha destinado todo o seu dinheiro para a compra de instrumentos musicais. Roldúguin comprou um violoncelo Stradivarius, de 1732, por 12 milhões de dólares. Roldúguin não tem nada, pagou tudo o que devia às empresas das quais fez as compras.”

2. Doping de atletas russos

“O meldonium [substância proibida desde janeiro e cujo consumo foi identificado em diversos esportistas russos] não influencia no resultado. Simplesmente mantém o músculo cardíaco saudável. (…) Não creio que a decisão de proibir o meldonium tenha alguma motivação política. Prova disso é que a Wada [Agência Mundial Antidoping] alterou sua postura a respeito disso. Agora planejam conduzir pesquisas clínicas para averiguar quanto tempo a substância leva para abandonar o organismo.” 

3. Campanha russa na Síria

“A ameaça [intensificação da atividade do Estado Islâmico] segue vigente, mas nós não os [sírios] abandonamos. Quando retiramos o agrupamento de tropas aéreas da Síria, garantimos em deixar o Exército sírio em condições para conduzir ofensivas por si mesmo.” 

“O interesse por armas [russas] após a operação na Síria aumentou drasticamente. No caso de alguns modelos, não podemos satisfazer a demanda do mercado externo, por isso, tivemos de construir duas novas fábricas. Este setor se desenvolve em alta velocidade.” 

4. Criação da Guarda Nacional

“Esta questão foi discutida há muito tempo. Em primeiro lugar e mais importante está a necessidade de manter sob controle mais restrito o comércio de armas no país. Nesta estrutura se concentra tudo relacionado a armamentos. Acreditamos que isso vai aumentar a eficácia e reduzir os custos graças à otimização de estruturas (...). Não se trata de falta de confiança no Ministério do Interior. A Guarda Nacional foi criada como um órgão de forças independentes, e todos esses órgãos estão subordinados ao presidente.”

5. Relações com a Turquia

“Não estamos nem nos encontraremos em nenhum cerco inimigo. Mantemos relações muito boas com muitos países, com nossos vizinhos. (...) Inclusive a Turquia, que consideramos como um país amigável. Temos problemas com alguns políticos. Quando o seu comportamento não é adequado, reagimos. É necessário reagir, caso contrário, acabam tirando vantagem de você.

6. Conflito ucraniano e adesão à UE

“A Ucrânia assinou o acordo de associação com a UE, e para quê? No poder continuam os mesmos oligarcas. Os altos dirigentes do país mantêm empresas offshore. Nós queremos que a Ucrânia se levante. Seu comércio com a Europa caiu 23%, e com a Rússia, 50%. Nós introduzimos sanções contra a Ucrânia após este se juntar às sanções da UE. O novo governo deve agir conforme interesse de seu próprio povo, não para beneficiar organizações estrangeiras.” 

7. Economia russa e crise

“A situação econômica vai se recuperar. O governo prevê em 2016 uma queda de 0,3% do PIB, mas em 2017 é esperado um crescimento de 1,4%. As receitas disponíveis caíram 4%, no setor agrícola foi registrado um crescimento de 3%, o desemprego aumentou 5,6%. (…) Apesar dos preços do petróleo, a balança comercial é de 146 bilhões de rublos.” 

“Os fundos de reserva recuperaram seus níveis do início de 2014. (...) Atualmente são 10,5% do PIB… Temos recursos suficientes para quatro anos, sem contar com o plano para aumentar esses fundos. Se não fizermos nada, poderíamos continuar a viver igualmente por quatro meses.” 

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