O Kremlin segundo os pré-candidatos dos EUA

Apesar de empate na primeira prévia, em Iowa, Hillary segue como líder nas pesquisas gerais

Apesar de empate na primeira prévia, em Iowa, Hillary segue como líder nas pesquisas gerais

AP
A disputa do Partido Democrata no domingo (1) ficou empatada no caucus de Iowa, na primeira prévia da corrida presidencial nos Estados Unidos. A próxima votação está marcada só para terça-feira (9), no estado de New Hampshire, mas o tema das relações com Moscou tem sido um trunfo geopolítico constante entre os pré-candidatos.

Hillary Clinton (Partido Democrata)
Segundo o instituto Ipsos, organização especializada em pesquisas eleitorais que atua em 87 países, Clinton permanece como líder indiscutível na corrida pela presidência, acumulando 42%  dos votos gerais na mais recente pesquisa.

“Continuo convencida de que precisamos de um esforço combinado para realmente aumentar a pressão sobre a Rússia e, em particular, sobre Pútin. Estou [incluída] na categoria de pessoas que desejavam mais de nós em resposta à anexação da Crimeia e à contínua desestabilização da Ucrânia.”

“Todos nós desejamos que Pútin optasse por modernizar seu país e se aproximasse do Ocidente em vez de se afundar em raízes históricas com uma postura de tsar, intimidação ao longo das fronteiras nacionais e projeção do poderio russo na Síria e em outras localidades.”

“Acho que os objetivos da Rússia são bloquear e confrontar e minar o poder norte-americano quando e onde for possível. Não acho que haja muito a se surpreender em relação a eles.”

Bernie Sanders (Partido Democrata)
Segundo o Ipsos, Sanders está em segundo lugar, com 31% dos votos gerais.

Democratic presidential candidate Sen. Bernie Sanders, I-Vt., poses for photos during a caucus night rally on Monday, Feb. 1, 2016, in Des Moines, Iowa. Foto: APFoto: AP

“Bernie Sanders apoia uma atitude firme e coerente em relação ao presidente russo Vladímir Pútin”, lê-se no site oficial de campanha do pré-candidato pelo Partido Democrata.

“Bernie apoia a imposição de sanções econômicas e pressão internacional como alternativa para qualquer confronto militar direto ao lidar com a Rússia. (...) Os Estados Unidos devem colaborar para desenvolver uma postura unificada com os nossos aliados internacionais a fim de lidar eficazmente com a agressão russa.”

Donald Trump (Partido Republicano)
Segundo o Ipsos, Trump ocupa o terceiro lugar, com 29% dos votos gerais.

https://cdn.rbth.com/all/2016/02/02/donald_trump_ap_263060243316_600.jpg Foto: APFoto: AP
 

Em relação à intervenção militar russa na Síria, Trump disse apoiar a decisão de Pútin se a intenção da Rússia for bombardear posições do Estado Islâmico (EI). “Na medida em que ele ataca [o EI], sou todo a favor”, declarou o pré-candidato republicano.

“Eu sempre me senti muito bem em relação a Pútin. (...) Ele dirige seu país, pelo menos é um líder, o que não se pode dizer do que temos em nosso país”, declarou Trump, em debate entre pré-candidatos do Partido Republicado no final de 2015.

Ted Cruz (Partido Republicano)
Segundo o Ipsos, 12% do eleitorado opta por Cruz.

U.S. Republican presidential candidate Ted Cruz speaks after winning at his Iowa caucus night rally in Des Moines, Iowa, United States, February 1, 2016.  Foto: ReutersFoto: Reuters
 

“É perigoso para ditadores como Pútin quando os norte-americanos se lembram de sua excepcionalidade. A combinação única de poder e princípio que fez dos Estados Unidos a maior força para o bem do planeta tem historicamente imposto uma grave ameaça aos valentões repressores.”

“Podemos redobrar nossos esforços para desenvolver as armas defensivas que neutralizavam a ameaça soviética – especialmente sistema de defesa antimísseis (...) Devemos não só nos mexer rapidamente para instalar os interceptadores cancelados aos quais Pútin se opôs na Polônia e na República Tcheca, mas também para desenvolver a próxima geração de sistemas que só irão aumentar sua frustração.”

“Ninguém em perfeito juízo acreditaria na afirmação de Pútin de que ele está lá [na Síria] para ajudar no combate a terroristas. Obama acreditou, mas só porque é irremediavelmente ingênuo.”

Ben Carson (Partido Republicano)
Apenas 8% dos eleitores dos EUA votarão em Carson, segundo o Ipsos.

Republican presidential candidate, Ben Carson speaks to supporters at his campaign's caucus night rally, Monday, Feb. 1, 2016, in West Des Moines, Iowa. Foto: APFoto: AP

“Eu diria [a Pútin] que somos uma nação pacífica. Mas não somos molengas e não vamos permitir que ele estenda sua influência sobre lugares onde temos interesses.”

“Pútin tem grandes aspirações, não só na Síria, mas globalmente. E é preciso colocar uma barreira forte contra ele em todos os lugares. Quero dizer, você sabe, por toda a bacia do Báltico.”

“Eu acho que devemos implantar nosso sistema de defesa antimíssil. Acredito que devemos fornecer armas à Ucrânia, e acho que devemos combatê-los economicamente, porque [a Rússia de] Pútin é um país limitado a petróleo e energia.”

Jeb Bush (Partido Republicano)
Filho de George H. W. Bush e irmão de George W. Bush, Jeb permanece em sexto lugar na corrida eleitoral, com apenas 7% dos votos, segundo o Ipsos.

U.S. Republican presidential candidate Jeb Bush speaks at a campaign event at the Greasewood Flats Ranch in Carroll, Iowa January 29, 2016. Foto: ReutersFoto: Reuters


“Vocês gostariam que eu me referisse [a Pútin] como um líder fraco. Ele é um líder forte. Não vou ser politicamente correto. Ele é muito popular na Rússia.”

“Pútin se organizou para desafiar os Estados Unidos por todo o mundo. Ele vê seu sucesso ao nos conter. Estamos perdendo influência no mundo inteiro, e Pútin está ganhando influência. Ele não é um aliado. Ele é um ditador. Ele é um intimidador.”

Marco Rubio (Partido Republicano)
Segundo o Ipsos, 14% dos eleitores planejam votar em Rubio.

Republican U.S. presidential candidate Senator Marco Rubio waves to supporters as he takes the stage before speaking at the Rubio caucus watch party at the Downtown Marriott Hotel in Des Moines, Iowa February 1, 2016. Foto: Reuters
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“Assim que eu tomar posse, vou agir rapidamente para aumentar a pressão sobre Moscou. Sob a minha administração, não haverá articulação para reuniões com Vladímir Pútin. Ele será tratado pelo que ele é – um gângster e um criminoso.”

 

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