Lituânia, Polônia e Ucrânia abrem sede de nova aliança

Inauguração de sede teve participação dos ministros da Defesa

Inauguração de sede teve participação dos ministros da Defesa

AP
Brigada conjunta com 4.000 tropas aumenta interação militar entre os três países. Formação não teria efeito prático, servindo apenas de apoio a Kiev, sugere analista.

Lituânia, Polônia e Ucrânia planejam lançar uma brigada conjunta com 4.000 tropas até janeiro de 2017. A unidade militar, cuja sede foi inaugurada na cidade polonesa de Lublin na segunda-feira (25), estaria sendo desenvolvida em meio a preocupações sobre o desenvolvimento do poderio militar russo.

“A sede irá fortalecer a parceria entre nossos países e a interação dos militares. Além disso, este projeto combina a defesa do território e da proteção das fronteiras internacionais”, declarou Juozas Olekas, ministro da Defesa da Lituânia.

O acordo que define a criação da LITPOLUKRBRIG (Brigada lituano-polaco-ucraniana), assinado em setembro de 2014, em Varsóvia, prevê a participação da formação “principalmente em operações de paz”.

No caso da Ucrânia, o projeto abre novas possibilidades para a formação de tropas nos padrões da Otan, da qual Polônia e a Lituânia já são membros.

“Eles não estão se preparando para lutar, mas para deter a Federação Russa”, diz Vladímir Ievseiev, chefe do departamento de integração eurasiática e para Organização de Cooperação de Xangai no Instituto CEI, expressando dúvidas de que a brigada viria realmente a se envolver em um conflito.

“Diferentes Estados estão tentando se organizar em forças militares conjuntas. A tentativa de formar tais organizações faz sentido se os países tiverem alguns objetivos comuns. [Nesse caso], é mais sobre retórica, sobre o desejo de apoiar a Ucrânia. Não se pode falar em qualquer envolvimento prático”, completa.

Mais cedo, o ministro da Defesa ucraniano Stepan Poltorak informou que 18 oficiais das Forças Armadas do país já estavam posicionados na sede em Lublin. O treinamento prático dos oficiais é esperado para os próximos meses.

Publicado originalmente pelo Gazeta.ru.

 

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