Sem direito a voto, delegação russa não participará de APCE

Governo russo congelou contribuições à Assembleia após restrições ao país

Governo russo congelou contribuições à Assembleia após restrições ao país

Reuters
Parlamentares exigem condições de igualdade em assembleia do Conselho Europeu. Especialista critica “monopólio da União Europeia” sobre a agenda do encontro.

Os deputados russos classificaram como “inaceitáveis” a discriminação e as sanções sofridas pelos demais integrantes da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) no ano passado e anunciaram que a delegação russa não irá participar da sessão de inverno que começará na segunda-feira (25), em Estrasburgo, na França. 

O retorno do país ao Conselho da Europa será possível “apenas em condições de igualdade”, destacou também o primeiro vice-chefe da delegação e diretor do Comitê de Assuntos para Comunidade dos Estados Independentes, Leonid Slútski.

Em abril do ano passado, a APCE decidiu suspender o direito de voto da Rússia por causa dos acontecimentos relacionados à reintegração da Crimeia ao país.

O governo russo, que investia cerca de 23 milhões de euros anuais para participar da Assembleia, decidiu congelar os pagamentos após a decisão de isolar a Rússia.

Para o diretor do Centro do Estudos Globais da Escola Superior da Economia, Timofei Bordatchev, a recusa é compreensível. “A UE e um grupo de países monopolizaram a agenda da assembleia. Qualquer declaração russa é a voz de quem clama no deserto”, diz.

“A situação vai mudar se os países forem capazes de desenvolver uma abordagem diferente para a segurança europeia, baseada não no princípio do bloco, mas no princípio da igualdade entre os participantes”, acrescentou o especialista. “É preciso reconhecer que, hoje, em termos de segurança, a Europa é uma das regiões mais perigosas do mundo.”

 

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