Em debate, Hillary avalia ‘reset’ das relações EUA-Rússia

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Retomada seria possível dependendo das vantagens para Washington, destacou a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton em debate televisionado no domingo (17).

No recente debate com pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton disse que não descarta um “reset” (recomeço, em inglês) nas relações com Moscou, embora descreva Pútin como um “valentão”.

“Depende do que ganharmos com isso”, disse Clinton. “Obtivemos [no passado] um novo tratado START entre os EUA e a Rússia, para reduzir armas nucleares. Tivemos permissão para reabastecer as nossas tropas no Afeganistão através da Rússia. Conseguimos que a Rússia assinasse as nossas sanções contra o Irã.”

Questionada sobre Pútin, a ex-secretária de Estado dos EUA mencionou que, quando o presidente russo reassumiu o cargo em 2012, ele a havia acusado de fomentar dissidência. Mesmo assim, qualificou de forma positiva a relação dos dois.

“É interessante, é uma [relação] respeitosa. Tivemos algumas negociações muito difíceis um com outro. Sei que ele é alguém que você tem que continuamente se impor, porque ele, como muitos valentões, é alguém que vai tomar tudo quanto puder se você não o fizer.”

Já Bernie Sanders, senador pelo estado de Vermont que vem crescendo nas pesquisas, lamentou que os EUA ainda gastem um grande volume do orçamento militar com uma postura semelhante ao período da Guerra Fria contra a União Soviética.

“Uma pequena parte do orçamento – menos de 10% – é gasto na luta contra o Estado Islâmico [EI] e terrorismo internacional. Precisamos pensar em mudanças fundamentais nas prioridades do Departamento de Defesa”, disse Sanders.

O pré-candidato sugeriu que os EUA lutassem contra o EI junto com a Rússia e o Irã, deixando o afastamento do presidente sírio Bashar al-Assad em segundo plano.

 

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