Exército russo confirma morte de grupo do EI no Cáucaso do Norte

No esconderijo subterrâneo do grupo foram encontrados um grande número de armas, munições, artigos para a fabricação de bombas e dois artefatos explosivos já prontos.

No esconderijo subterrâneo do grupo foram encontrados um grande número de armas, munições, artigos para a fabricação de bombas e dois artefatos explosivos já prontos.

Vitaly Nevar/TASS
Militantes eram responsáveis por recrutar combatentes e planejar atentados.

Um grupo de integrantes do Estado Islâmico que atuava na região do Cáucaso do Norte foi morto durante uma operação especial realizada no último domingo (22) pelo Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB em russo).  A operação aconteceu em Kabardino-Balkária, república no sul da Rússia, a 1.600 km de Moscou, e foi a maior dos últimos tempos quanto ao número de combatentes eliminados – 11 pessoas.

O grupo era responsável por recrutar combatentes e enviá-los para a Síria, além de planejar atentados terroristas no Cáucaso do Norte. No esconderijo subterrâneo do grupo foram encontrados um grande número de armas, munições, artigos para a fabricação de bombas e dois artefatos explosivos já prontos.

Islamitas da Kabardino-Balkária negaram que o grupo eliminado pelas forças russas tivesse envolvimento com o EI. Segundo eles, os militantes não tinham feito juramento público de lealdade ao grupo, tendo inclusive publicado em seu site textos com críticas ao EI e manifestações de simpatia ao grupo terrorista opositor Al-Qaeda, organização que assim como o Estado Islâmico tem suas atividades proibidas na Federação da Rússia.

Segundo os islamitas, entre os militantes do grupo de Kabardino-Balkária, o único que havia jurado fidelidade pública ao EI foi Robert Zankichiev, que foi morto em uma operação anterior realizada no dia 10 de novembro.

"Agora que o mundo inteiro está combatendo o EI ninguém quer admitir que faz parte desse grupo terrorista ou que os apoia de alguma forma", disse o major-general e ex-chefe do antigo distrito militar da Sibéria e das tropas do Ministério da Defesa na Tchetchênia, Serguêi Kantchukov, em uma entrevista à Gazeta Russa.

Para Kantchukov, é pouco provável que os serviços de segurança russos tenham divulgado dados de uma operação militar sem verificar cuidadosamente as informações. Ao que tudo indica, havia dados operacionais que confirmam a existência na Síria de militantes provenientes da Kabardino-Balkária, combatendo nas fileiras terroristas.

"Não me parece que a operação especial tenha sido planejada com muita antecedência. É possível que as forças de segurança já soubessem há algum tempo da existência desse esconderijo subterrâneo, mas tenham decidido atacar apenas quando o grupo todo estivesse reunido e tivessem mais informações sobre os atentados terroristas em preparação", disse Kantchukov.

 

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