Obama agradece Pútin por contribuição no acordo iraniano

Obama e Pútin concordaram em permanecer em contato enquanto o acordo for implementado Foto: Kremlin.ru

Obama e Pútin concordaram em permanecer em contato enquanto o acordo for implementado Foto: Kremlin.ru

Por telefone, líderes concordaram em trabalhar em conjunto para garantir estabilidade no mundo.

Os presidentes da Rússia, Vladímir Pútin, e dos EUA, Barack Obama, discutiram por telefone, na quarta-feira (15), o acordo nuclear entre o Irã e o chamado grupo P5+1 (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, mais a Alemanha). Ambos concordaram que o acordo foi em interesse do mundo como um todo, divulgou o Kremlin, após a conversa.

Em nota, o governo afirma que contato telefônico partiu do líder norte-americano e que os dois lados reforçaram o papel do diálogo entre Rússia e EUA para garantir a segurança e a estabilidade mundial.

“Moscou e Washington demonstraram disposição para trabalhar em conjunto e garantir que os acordos de Viena sobre o programa nuclear iraniano sejam cumpridos”, lê-se no comunicado do Kremlin.

A Casa Branca, que também emitiu uma nota sobre a conversa, disse que Obama havia telefonado a Pútin para agradecê-lo por sua contribuição no recente acordo nuclear com o Irã.

Também acrescenta que Obama e Pútin concordaram em permanecer em contato direto enquanto o acordo for implementado, além de trabalhar em conjunto para reduzir tensões no Oriente Médio, sobretudo na Síria.

Na terça-feira (14), em Viena, os sete membros do grupo de discussão chegaram a um acordo sobre o cancelamento gradual de sanções internacionais impostas ao iranianos. Em troca,  Teerã se comprometeu a promover grandes restrições em seu o programa nuclear, que, segundo o Ocidente, tem por objetivo a criação de armas nucleares.

Promessas

Em coletiva à imprensa sobre o acordo nuclear com o Irã, o chanceler russo Serguêi Lavrov ressaltou a promessa do presidente Barack Obama de renunciar aos planos de instalar sistemas de defesa antimísseis na Europa, caso o programa nuclear iraniano fosse regulamentado.

 

Com material do jornal The Moscow Times

 

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