Medvedev nega “lista negra” de jornalistas no país

Opositor elaborou rol de profissionais da imprensa russa que deveriam ser sancionados pelos EUA. Foto: Kommersant

Opositor elaborou rol de profissionais da imprensa russa que deveriam ser sancionados pelos EUA. Foto: Kommersant

Medida poderia ser resposta a relação de profissionais russos elaborada por Nemtsov e entregue postumamente ao Congresso dos EUA

A Rússia acompanhará com atenção os incidentes com jornalistas russos no exterior, mas não tem intenção de criar uma "lista negra" de profissionais da imprensa estrangeira em resposta a relação de russos que foi entregue ao Congresso dos EUA, anunciou nesta quinta-feira (11) o premiê Dmítri Medvedev.

Em abril, durante visita aos EUA, o copresidente do partido RPR-Parnas (Partido Republicano da Rússia - Partido da Liberdade Popular), Mikhail Kassianov, entregou ao Congresso norte-americano a "Lista Nemtsov", uma relação de jornalistas russos que, na opinião do opositor, deveriam ser incluídos na lista de sanções do país.

"Em muitos países, nossos correspondentes e jornalistas de publicações estrangeiras em russo se debatem com obstáculos durante a execução de suas obrigações profissionais. Em uma série de países existem até mesmo 'listas negras' que levam a proibições na profissão, limita-se a movimentação, infringem-se outros direitos fundamentais. É um absurdo", disse Medvedev durante o Congresso Mundial da Imprensa Russa.

Os governos locais, segundo ele, "são dirigidos por objetivos políticos, lutam com 'agentes de influência de Moscou'".

"Não devemos nos equiparar a tais países e seguir essa linha", disse.

Entre os jornalistas listados pelo opositor, que foi assassinado em Moscou no início do ano, estão figuras renomadas do telejornalismo russo, como Vladímir Soloviov, Dmítri Kisseliov e Arkádi Mamontov.

Com material da agência Interfax e do portal Gazeta.Ru.

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